Para ter total privacidade, só usando papel

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Bernardo Provenzano era um mafioso italiano conhecido por uma prática incomum de comunicação. Ele não usava aparelhos celulares ou bips para falar com seus comparsas, por medo de grampo da polícia. Provenzano usava o Pizzini, que é um bloco de papel acompanhado de lápis, muito famoso na Itália.

Em 2013, após Edward Snowden mostrar que os EUA monitorava os principais países do mundo, a Rússia determinou que documentos ultrassecretos deveriam ser criados apenas em máquinas de escrever.

E por fim, neste ano, descobrimos que as principais figuras políticas e jurídicas do Brasil também foram grampeadas.

Ou seja: se você está na internet, você está vulnerável. Ponto.

É evidente que não devemos ser paranóicos. Não dá pra viver sem internet. E sua vida, e o que você faz, não é de interesse de 99,999% dos brasileiros.

Mas, para comunicações bem específicas, a ideia de escrever documentos à mão ou em máquinas de escrever talvez não seja tão absurda assim.