Derrubando mitos sobre robôs no mercado de trabalho

Alguns entusiastas mais exaltados e empregados mais amedrontados às vezes exageram nas previsões que fazem acerca da automatização do trabalho. É bem verdade que algoritmos inteligentes estão cada vez mais presentes no dia-a-dia das empresas, mas isso não significa necessariamente demissões em massa.

Pois a Ernest & Young, uma das maiores consultorias de empregabilidade do mundo, diz que o diabo não é tão feio quanto parece. Não há dúvida de que o profissional que quer se manter competitivo no mercado de trabalho deve, sim, manter-se atualizado em relação às inovações digitais de sua área. Mas é preciso moderação.

Por isso, a consultoria listou os 3 mitos mais comuns sobre transformação digital no mercado de trabalho:

1 – “Todo o trabalho em escritórios será automatizado;”
No curto e médio prazo, as automações funcionam melhor em tarefas específicas.

2 – “Todos os empregados podem ser substituídos por máquinas;”
Funções estratégicas que exijam análise acurada e criatividade serão dos humanos por um longo tempo.

4 – “As novas tecnologias são a garantia de lucro.”
A tecnologia ajuda a dar velocidade e precisão a um negócio, mas é inútil se não for combinada com uma sólida estratégia de vendas.

A Previdência e o futuro automatizado do trabalho

(Imagem: Getty Images/iStockphoto)
(Imagem: Getty Images/iStockphoto)

Merval Pereira, em sua coluna deste último sábado, levantou uma importante questão que relaciona a Previdência com o trabalho cada vez mais robotizado. Pois de acordo com José Roberto Afonso, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), a Reforma da Previdência é necessária, mas insuficiente para lidar com o futuro do trabalho laboral cada vez mais automatizado por algoritmos.

Nas palavras do professor, haverá “um desemprego tecnológico brutal, provocado por robôs, economia compartilhada e outras realidades novas.” Com isso, a quantidade de salários pagos será menor e, por consequência, as contribuições previdenciárias também.