Derrubando mitos sobre robôs no mercado de trabalho

Alguns entusiastas mais exaltados e empregados mais amedrontados às vezes exageram nas previsões que fazem acerca da automatização do trabalho. É bem verdade que algoritmos inteligentes estão cada vez mais presentes no dia-a-dia das empresas, mas isso não significa necessariamente demissões em massa.

Pois a Ernest & Young, uma das maiores consultorias de empregabilidade do mundo, diz que o diabo não é tão feio quanto parece. Não há dúvida de que o profissional que quer se manter competitivo no mercado de trabalho deve, sim, manter-se atualizado em relação às inovações digitais de sua área. Mas é preciso moderação.

Por isso, a consultoria listou os 3 mitos mais comuns sobre transformação digital no mercado de trabalho:

1 – “Todo o trabalho em escritórios será automatizado;”
No curto e médio prazo, as automações funcionam melhor em tarefas específicas.

2 – “Todos os empregados podem ser substituídos por máquinas;”
Funções estratégicas que exijam análise acurada e criatividade serão dos humanos por um longo tempo.

4 – “As novas tecnologias são a garantia de lucro.”
A tecnologia ajuda a dar velocidade e precisão a um negócio, mas é inútil se não for combinada com uma sólida estratégia de vendas.

Como ter emprego pelos próximos 4 anos

(Internet)

O jornal O Globo trouxe anteontem uma matéria interessante sobre as profissões que mais vão gerar vagas até 2023. A tecnologia, é claro, vai ditar a empregabilidade do trabalhador.

E não estamos falando das famosas startups, e sim de áreas como a indústria metalmecânica e a medicina, por exemplo.

Na indústria metalmecânica, os robôs estão ficando cada vez mais complexos, o que vai exigir conhecimentos mais especializados dos operadores.

Na área médica, a tecnologia está ajudando na redução de custos dos hospitais com gastos médicos. Pois através da inteligência artificial, é possível chegar a um diagnóstico mais rápido e preciso.

É claro que essas novas oportunidades vão exigir do trabalhador maior qualificação. Mas não estamos falando de cursar faculdade na área, e sim de ensino médio técnico ou um curso especializado na atividade. De acordo com a reportagem, será preciso qualificar nada menos do que 10,5 milhões de trabalhadores.

Viu só? Serão mais de 10 milhões de oportunidades futuras.

A Previdência e o futuro automatizado do trabalho

(Imagem: Getty Images/iStockphoto)
(Imagem: Getty Images/iStockphoto)

Merval Pereira, em sua coluna deste último sábado, levantou uma importante questão que relaciona a Previdência com o trabalho cada vez mais robotizado. Pois de acordo com José Roberto Afonso, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), a Reforma da Previdência é necessária, mas insuficiente para lidar com o futuro do trabalho laboral cada vez mais automatizado por algoritmos.

Nas palavras do professor, haverá “um desemprego tecnológico brutal, provocado por robôs, economia compartilhada e outras realidades novas.” Com isso, a quantidade de salários pagos será menor e, por consequência, as contribuições previdenciárias também.

Empresas de Tecnologia também serão bancos

 

(Divulgação)
(Divulgação)

Os bancos digitais são tão digitais que nem parecem bancos, e sim um app que faz transações bancárias intuitivas.

Pois saiba que o caminho inverso também está se desenhando. Amazon, Apple, Google e Facebook estão cada vez mais avançando no campo financeiro.

A Amazon está está se associando ao banco JP Morgan Chase para lançar produtos financeiros digitais; A Apple está em vias de lançar o seu cartão de crédito; o valor de mercado do Google é enorme e o faturamento do seu negócio é quase todo digitalizado; e o Facebook acabou de anunciar sua moeda digital, com o objetivo de facilitar transações eletrônicas.

Os bancões brasileiros precisam urgentemente reforçar sua equipe digital. Ou vão ter que reforçar o lobby em Brasília, para impedir através da canetada a concorrência de empresas estrangeiras de tecnologia.

Florianópolis é um celeiro de Startups

Se você é um profissional de TI e tem disponibilidade para mudar de cidade, considere a capital de Santa Catarina. Pois uma reportagem veiculada no Jornal Nacional informa que Florianópolis tornou-se a Vale do Silício brasileira.

Florianópolis é uma ilha brasileira que contempla belas praias, belas paisagens e, por isso, seu mercado de turismo é um dos mais fortes do Brasil. Porém, a indústria da tecnologia consegue superá-la! Proporcionalmente falando, Florianópolis já concentra o maior número de startups do Brasil.

Para se ter uma ideia da quantidade de oportunidades, somente 1 empresa de tecnologia oferece mais de 100 vagas POR MÊS. E, como já dito aqui, nem é preciso ser formado na área.

Tecnologia será determinante para sobrevivência das empresas

Uma pesquisa realizada para a CNI aponta que 66% dos CEOs de empresas brasileiras acreditam que o quanto uma empresa pode investir em tecnologia é o que vai determinar sua sobrevivência e sua participação no mercado em que atua. Em outras palavras, tecnologia é o que vai tornar uma empresa forte e lucrativa.

E para tocar a tecnologia dentro das empresas, obviamente serão necessários profissionais com este conhecimento.

Veja aí então o potencial de mercado que nós temos aqui no Brasil.

Como já escrevi, quem domina conhecimento nessa área dificilmente fica desempregado, mesmo atualmente, na maior crise de empregos que o Brasil já viveu.

Estuda, menino! Estuda, menina!

 

Salários de TI entre os maiores no EUA

profissionais_ti

O relatório anual da Glassdor, um site em que funcionários e ex-funcionários postam informações sobre as empresas em que trabalharam, constatou pelo quarto ano consecutivo o. predomínio de profissionais de Tecnologia da Informação entre os mais bem remunerados daquele país.

Só um segmento faz frente à informática: a saúde.