A repercussão do post sobre Tabata Amaral

(Print do Facebook)
(Print do Facebook)

No dia 10 de julho, fiz um post sobre a decisão da deputada Tabata Amaral em contrariar a determinação do comando do seu partido, que a ameaçou de expulsão, e votar com a sua convicção.

Não entrei no mérito sobre ela estar certa ou errada. Apenas fiz um paralelo com o mercado de trabalho destacando que, quando o profissional é qualificado, ele não teme ser demitido se contrariar as vontades do chefe ao fazer o que acha que é correto.

O tema evidenciou, mais uma vez, a polarização política no Brasil. Reitero que a questão central do post não era avaliar a posição política da deputada. Mas não adianta: atualmente, no Brasil, política virou futebol. Tudo é motivo para debate.

No Facebook, a postagem gerou dezenas de reações. Dos 71 comentários até o momento, foram 15 a favor e 41 contra. Já nas curtidas, foram 35 a favor e 22 contra. E 20 compartilhamentos.

No balanço final, foram 70 reações a favor e 63 contra.

Como não é necessário uma votação majoritária para que a deputada se reeleja, acredito que Tabata ganhou muito mais do que perdeu com o episódio.

Capitalização na Previdência é uma proposta ruim

(Pinterest)
(Pinterest)

Uma dos pontos mais polêmicos da Reforma da Previdência encaminhada pelo governo ao legislativo foi a chamada Capitalização da Previdência. Neste modelo, cada um seria unicamente responsável por formar seu próprio pé-de-meia para a aposentadoria.

Este ponto caiu durante as discussões na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, o que facilitou a aprovação da Reforma.

Este modelo é, no mínimo, fora de hora para a sociedade brasileira. Primeiro porque os brasileiros não têm a cultura da poupança. Segundo porque cerca de metade dos trabalhadores não tem carteira assinada e não contribuem para o INSS por fora.

O terceiro ponto, e mais importante, é uma evidência estatística: de acordo com um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 30 países emergentes que adotaram a capitalização entre 1981 e 2014, 18 modificaram seu sistema devido a vários problemas, como aposentadorias baixas e aumento da desigualdade.

Como diria Aristóteles, Virtus in medium est. A virtude está no meio. A solução está no equilíbrio entre o estado e o indivíduo.

Caso Tabata é exemplo para o mercado de trabalho

(internet)
(internet)

A deputada Tabata Amaral ganhou evidência na votação da Reforma da Previdência por ir contra a determinação do seu partido, o PDT, de votar não ao texto. Tabata foi até mesmo ameaçada de expulsão pelo partido.

Para quem não a conhece, Tabata foi uma aluna de destaque no ensino médio. Tanto que despertou a atenção de diversas universidades americanas. Sim, ela pôde ESCOLHER onde estudar. E cursou Harvard.

E por que ela é um exemplo para o mercado de trabalho? Porque Tabata Amaral demonstra que, com qualificação, ninguém teme demissão.

E não falo de profissionais com diplomas importantes como Harvard, USP, UFRJ… falo em qualificar-se de tal forma que a sua competência, seu diferencial e seu valor fiquem evidentes perante aos olhos dos contratantes, perante aos olhos do mercado.

Com qualificação, o profissional pode SE IMPOR no mercado de trabalho. Pode “demitir” seu atual chefe por ter conseguido empresa melhor para trabalhar. Pode até mesmo montar sua empresa.

Qualificação! Já falei isso e falo de novo. Qualifique-se. Hoje em dia é muito mais fácil qualificar-se, pois a internet é grande aliada nesse sentido.

Busque qualificação, diferencial, competência. Saiba fazer e saiba fazer bem. E deixe isso muito claro ao olhos do mercado. Assim você consegue autoridade moral para dizer “não” ao seu superior quando achar que deve, assim como fez a deputada nesta noite.

E que, nesse momento, já deve ter em mãos vários convites para ingressar em outros partidos.

Reforma da Previdência passa com facilidade

(Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
(Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

O divisor de águas da Reforma da Previdência foi hoje, 10 de julho de 2019. Hoje ficou provado que a Reforma da Previdência vai estar em vigor em aproximadamente 3 meses. Os 379 votos a favor comprovam isso.

Este era o principal embate que os apoiadores da Reforma esperavam ganhar: a votação no 1º turno no Plenário da Câmara dos Deputados. Pois sabemos que o 2º turno será uma repetição quase exata do primeiro em número de votos. E o Senado, como vimos no impeachment da Dilma, costuma apenas referendar a decisão da Câmara em se tratando de assuntos polêmicos, uma vez que a pressão é muito mais concentrada sobre cada uma das 81 cabeças do Senado do que das 513 da Câmara, onde a cobrança é mais distribuída.

Que seja um marco também da recuperação econômica do país com geração de empregos.

Reforma da Previdência embalou na Câmara

(Valter Campanato / Agência Brasil)
(Valter Campanato / Agência Brasil)

Hoje foi o dia em que deram um bom tranco no andamento da Reforma da Previdência, e com isso ela embalou. Refiro-me à aprovação do texto base do deputado-relator Samuel Moreira na Comissão Especial. E por larga vantagem.

Não à toa, o Ibovespa renovou sua máxima histórica e o dólar segue tendência de queda.

A votação realizada hoje, no início do mês, dá esperanças aos geradores de empregos de que a Reforma possa ser votada em Plenário da Câmara (isto é, por TODOS os deputados) até o dia 18 de julho, quando inicia-se o recesso do Parlamento.

Seria uma boa, pois quem está sem emprego já esperou demais. Para quem está sem emprego, seis meses é uma eternidade. E para quem tem emprego, uma economia parada é uma eterna ameaça.

E acaba com a principal desculpa do governo para esta letargia macroeconômica.

A Previdência e o futuro automatizado do trabalho

(Imagem: Getty Images/iStockphoto)
(Imagem: Getty Images/iStockphoto)

Merval Pereira, em sua coluna deste último sábado, levantou uma importante questão que relaciona a Previdência com o trabalho cada vez mais robotizado. Pois de acordo com José Roberto Afonso, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), a Reforma da Previdência é necessária, mas insuficiente para lidar com o futuro do trabalho laboral cada vez mais automatizado por algoritmos.

Nas palavras do professor, haverá “um desemprego tecnológico brutal, provocado por robôs, economia compartilhada e outras realidades novas.” Com isso, a quantidade de salários pagos será menor e, por consequência, as contribuições previdenciárias também.

Rodrigo Maia e Paulo Guedes de boa novamente

(Valter Campanato/Agência Brasil)
(Valter Campanato/Agência Brasil)

Boa notícia para as contas públicas do Brasil. De acordo com o site O Antagonista, Rodrigo Maia e Paulo Guedes se falaram na quinta-feira por telefone, no mesmo dia em que o Presidente da Câmara cancelou uma importante sessão da comissão especial que está tratando os últimos detalhes da Reforma da Previdência.

Ambos admitiram mea-culpa na deterioração da relação entre o executivo e o legislativo, e perceberam que ambos iriam perder com isso.

Depois dessa conversa, o calendário dos trabalhos da Reforma da Previdência foram mantidos, com expectativa de que a matéria seja votada na Câmara em dois turnos até dia 18 de julho.

Embate entre Rodrigo Maia X Paulo Guedes paralisa Reforma da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia e o ministro da economia, Paulo Guedes, após a reunião no ministerio.
(Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

 

O site Antagonista traz a informação de bastidor de que Rodrigo Maia ordenou a paralisação da tramitação da Reforma da Previdência. Ele alega que o principal interessado, Paulo Guedes, teceu duras críticas ao relatório da Reforma e que, como já está “apanhando” de sindicatos e da esquerda, não vai tolerar ser atacado também pelo governo.

Com isso, a sessão de hoje da Comissão Especial sobre o tema foi cancelada. Sessão esta que, semanas atrás, era aguardada como aquela em que o relatório seria votado e encaminhado a plenário.

A falta de habilidade política do governo está custando caro aos 13 milhões de desempregados.

A economia está sendo tocada pelo Parlamento

O historiador Marco Antônio Villa acredita que descobriu a pólvora ao intitular seu último vídeo do Youtube com a frase “A Câmara assumiu o protagonismo político.” Isso é algo que qualquer pessoa minimamente antenada com o momento atual da política brasileira saberia constatar. Algo sobre o qual eu já havia tuitado lá atrás, em 22 de maio.

Rodrigo Maia tem razão em falar que a atual proposta da Reforma da Previdência é do Congresso, e não mais do Paulo Guedes ou Jair Bolsonaro. Pois se dependesse da articulação política desses dois…

Aliás, o Ministro da Economia até ameaçou a abandonar o Brasil e ninguém no mercado se assustou.

Sim, o Brasil vive um Parlamentarismo não-oficial. E isso não é ruim.

Mercado vê com bons olhos o relatório da Reforma da Previdência

Apesar do beicinho feito por Paulo Guedes, a Infomoney traz nesta segunda-feira reportagem afirmando que diversos grandes players do mercado financeiro gostaram do relatório do Deputado Samuel Moreira, considerando-o “robusto.” A economia está perto de 900 bilhões em 10 anos, ou seja, uns R$ 90 bilhões anuais de economia. Para se ter uma ideia, o déficit fiscal de 2019 está em cerca de R$ 100 bilhões. Ou seja, a Reforma da Previdência traz um senhor ajuste de contas.

Talvez o Ministro da Economia esteja sozinho na sua opinião. Ou talvez seja apenas uma estratégia para que o Parlamento pense que conseguiu uma vitória sobre o governo.

O Brasil vai melhorar.