Petrobras e Banco do Brasil aceleram desinvestimentos

Refinaria da Petrobras
(internet)

Reportagem do Estadão deste domingo mostrou que, apesar do programa de desestatização do governo estar indo devagar, empresas como Petrobras e Banco do Brasil estão realizando desinvestimentos de forma acelerada.

Somente no 1º semestre, as estatais brasileiras arrecadaram um total de R$ 54 bilhões entre concessões e privatizações.

Destaque para a Petrobras, que já levantou cerca de R$ 33,1 bilhões somente com a venda da subsidiária Transportadora Associada de Gás (TAG).

Mais modesto, porém ágil, foi o Banco do Brasil, que também contribuiu com aproximadamente R$ 1,8 bilhão ao vender sua participação na Neoenergia.

Até o fim do governo Bolsonaro, a meta do Ministério da Economia é arrecadar R$ 450 bilhões.

Lista de estatais a serem privatizadas está feita

(Wilton Jr / Estadão)
(Wilton Jr / Estadão)

A colunista Bela Megale traz a notícia em seu blog no jornal O Globo de que o Ministério da Economia já fechou a lista das estatais que serão privatizadas, extintas e mantidas.

As que puxam a fila das privatizações são as empresas Correios e Eletrobrás, ambas deficitárias há algum tempo.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) será reduzida, porém mantida. Assim como, muito provavelmente, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa, porém sem suas subsidiárias.

Entre as extintas, certamente estará a Infraero, após a venda dos aeroportos.

A equipe econômica está aguardando apenas a aprovação da Reforma da Previdência para anunciar o pacote.

Santos Dumont e Congonhas serão privatizados

(Infraero)

(Infraero)

Tarcisio Gomes, ministro da Infraestrutura, afirmou essa semana que os aeroportos Santos Dumont (no Rio) e Congonhas (em São Paulo) serão privatizados até 2022.

Gomes citou o alto interesse da iniciativa privada nos 12 leilões já realizados pelo governo.

Segundo ele, em outubro vai ocorrer mais uma rodada de leilões. Serão 22 aeroportos.

O objetivo é vender todos os aeroportos brasileiros para a iniciativa privada até o fim do mandato de Bolsonaro, seguindo a política denominada “Céus Abertos”, sem a limitação de capital nacional.

 

STF pauta em agosto a venda de campos da Petrobras

(opetroleo.com.br)
(opetroleo.com.br)

Mais uma vez os investidores vão depender de um entendimento do Supremo Tribunal Federal para adquirir concessões de ativos da Petrobras.

Foi marcado para o dia 7 de agosto o julgamento sobre cessão de direitos de exploração de campos da estatal. O plenário da casa quer o entendimento sobre a validade de um decreto referente aos contratos de exploração da companhia, que foi questionado pelo PT.

No início do mês, o STF entendeu que estatais podem vender subsidiárias sem projeto de lei no Congresso. Talvez a mesma linha de raciocínio possa prevalecer neste caso, que demonstra que investidores não podem ter pressa no Brasil.

Privatização dos Correios é adiada mais uma vez

(Elza Fiuza/Agência Brasil)
(Elza Fiuza/Agência Brasil)

Os liberais devem estar frustrados com o novo presidente dos Correios, Floriano Peixoto. Pois o novo comandante da empresa disse, em entrevista ao Estadão, que deseja fortalecer a empresa, e que ainda não foi batido o martelo com relação à sua privatização, pois a hipótese ainda estaria sendo estudada.

Isso vai contra o desejo de Paulo Guedes, que teria convencido o presidente Jair Bolsonaro a dar o ok para a venda da estatal. As palavras de Peixoto soam como um banho de água fria nesta proposta.

Cuidado, Peixoto. Recentemente vimos o que aconteceu com o último que bateu de frente com os dois.

Como foi a privatização do Banespa

Muitos funcionários do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal temem a privatização destas instituições financeiras com a eleição de Bolsonaro ou Alckmin. Se um dia isso se tornar realidade, como os funcionários seriam tratados?

Tive acesso exclusivo ao depoimento de um ex-funcionário do Banespa, que não foi demitido e continuou trabalhando como funcionário do Santander:

“Fizeram um Plano de Demissão Voluntária (PDV) e saíram mais funcionários do que o esperado. Quem ficou, precisou abrir mão de certas coisas. Ficamos com o salário congelado 3 ou 4 anos, acabaram com os abonos de falta e compraram o anuênios. Continuamos com nosso fundo de pensão – Banesprev e nosso plano de saúde próprio – a Cabesp. Quem trabalhava ficou até se aposentar.  Não posso reclamar muito, apesar de ter o salário reduzido e a perda de direitos. Fiquei até  o final e só fui mandado embora porque entrei na justiça contra o banco, mas já estava aposentado pelo INSS.”