Paulo Guedes não é amigo dos bancões brasileiros

(Reprodução/Youtube)
(Reprodução/Youtube)

De acordo com Lauro Jardim, o Ministro da Economia foi contra a um interesse dos bancões brasileiros.

Segundo o colunista, Guedes vetou pessoalmente um vultuoso empréstimo de R$ 320 milhões, através do BNDES, para o Quod, um sistema de cadastro de inadimplentes semelhante ao SPC e Serasa, cujos sócios são os cinco maiores bancos do Brasil.

Este fato me lembra um trecho da entrevista de Paulo Guedes na GloboNews esse ano, em que disse: “Está ficando muito claro para o brasileiro comum o seguinte: tem 5 bancos, tem 6 empreiteiras […] e 200 milhões de patos.”

Assim como a Globo, os bancões terão dias difíceis nos próximos 3,5 anos.

Mas Paulo Guedes não era o Ministro dos sonhos dos grandes investidores?

Rodrigo Maia e Paulo Guedes de boa novamente

(Valter Campanato/Agência Brasil)
(Valter Campanato/Agência Brasil)

Boa notícia para as contas públicas do Brasil. De acordo com o site O Antagonista, Rodrigo Maia e Paulo Guedes se falaram na quinta-feira por telefone, no mesmo dia em que o Presidente da Câmara cancelou uma importante sessão da comissão especial que está tratando os últimos detalhes da Reforma da Previdência.

Ambos admitiram mea-culpa na deterioração da relação entre o executivo e o legislativo, e perceberam que ambos iriam perder com isso.

Depois dessa conversa, o calendário dos trabalhos da Reforma da Previdência foram mantidos, com expectativa de que a matéria seja votada na Câmara em dois turnos até dia 18 de julho.

Paulo Guedes não é mais tão importante para o mercado

(Evaristo Sá - AFP)
(Evaristo Sá – AFP)

Após a ameaça de deixar o Brasil, a revista eletrônica Crusoé foi atrás do real valor que o atual Ministro da Economia tem para o mercado. E concluiu que Paulo Guedes não é mais essa Coca-Cola toda que diziam que era.

Tanto é que, no dia seguinte desta declaração de desprezo pelos brasileiros, o mercado não reagiu negativamente. Fez ouvido de mercador.

De acordo com o repórter Caio Junqueira, a convicção de que as reformas serão feitas diminuiu a importância de Guedes. E que o nome de Mansueto Almeida é bem aceito como substituto.

Em resumo, Paulo Guedes pode ir, que a confiança permanece.

Embate entre Rodrigo Maia X Paulo Guedes paralisa Reforma da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia e o ministro da economia, Paulo Guedes, após a reunião no ministerio.
(Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

 

O site Antagonista traz a informação de bastidor de que Rodrigo Maia ordenou a paralisação da tramitação da Reforma da Previdência. Ele alega que o principal interessado, Paulo Guedes, teceu duras críticas ao relatório da Reforma e que, como já está “apanhando” de sindicatos e da esquerda, não vai tolerar ser atacado também pelo governo.

Com isso, a sessão de hoje da Comissão Especial sobre o tema foi cancelada. Sessão esta que, semanas atrás, era aguardada como aquela em que o relatório seria votado e encaminhado a plenário.

A falta de habilidade política do governo está custando caro aos 13 milhões de desempregados.

A economia está sendo tocada pelo Parlamento

O historiador Marco Antônio Villa acredita que descobriu a pólvora ao intitular seu último vídeo do Youtube com a frase “A Câmara assumiu o protagonismo político.” Isso é algo que qualquer pessoa minimamente antenada com o momento atual da política brasileira saberia constatar. Algo sobre o qual eu já havia tuitado lá atrás, em 22 de maio.

Rodrigo Maia tem razão em falar que a atual proposta da Reforma da Previdência é do Congresso, e não mais do Paulo Guedes ou Jair Bolsonaro. Pois se dependesse da articulação política desses dois…

Aliás, o Ministro da Economia até ameaçou a abandonar o Brasil e ninguém no mercado se assustou.

Sim, o Brasil vive um Parlamentarismo não-oficial. E isso não é ruim.

Paulo Guedes também queria a saída de Levy do BNDES

É um erro achar que apenas Bolsonaro foi o responsável pela carta de demissão de Joaquim Levy. Ainda no sábado, no mesmo dia em que o Presidente do Brasil fez as polêmicas declarações em relação ao então presidente do BNDES, Paulo Guedes mostrou compreensão com a “angústia” de Bolsonaro. E o ministro já estava pressionando Levy há algum tempo. Ele queria que Levy providenciasse a devolução de bilhões aportados pelo Tesouro Nacional ao banco na era PT.

Paulo Guedes, porém, sai chamuscado do episódio. Foi ele quem bancou o ex-Ministro da Fazenda do Governo Dilma e ex-Secretário do Tesouro Nacional no governo Lula.

Sim, Paulo Guedes pode falhar.

Até Paulo Guedes concorda que há concentração bancária no Brasil

Por mais que a Febraban queira dizer que a concentração bancária é normal no Brasil, que em outros países da Europa também é assim, que o mercado bancário nos EUA é uma exceção, não dá para tapar o sol com a peneira. Até o guru do mercado concorda.

Paulo Guedes, Ministro da Economia, foi à câmara dos deputados hoje defender a reforma da previdência. Papo vai, papo vem, e surgiu o assunto sobre a concentração bancária brasileira que, de acordo com os críticos, provoca uma espécie de combinação de valor dos juros cobrados ao consumidor, sempre altos. Guedes disse que “o lucro dos bancos é alto porque são só ‘cinco ou seis’ instituições. Guedes afirma que ‘precisamos de competição, tudo no Brasil é cartelizado.”

Alguém discorda?

Mas as fintechs estão mudando este cenário. Basta elas terem coragem.