A onda bolsonarista passou

Há um ano atrás, após o 1º turno das eleições 2018, o Brasil vivia uma grande onda bolsonarista. Não só Jair Bolsonaro quase foi eleito Presidente da República já no 1º turno, mas centenas de deputados federais, alguns senadores e até governadores lograram sucesso surfando nesta onda e colando sua imagem ao futuro Presidente.

Só que, 12 meses depois, o cenário é bem diferente e bem mais difícil.

A economia continua patinando e, por isso, o desemprego continua alto. Diversos deputados federais e governadores já debandaram. Uma certa rádio paulista, antes claramente bolsonarista, já disse que não hesitaria caso a maré virasse, que “estaria com os ouvintes” e não com Bolsonaro. Uma revista eletrônica anti-Lulista, que havia se agarrado a esta onda para derrotar o ex-presidente, essa semana publicou uma reportagem denunciando que influenciadores digitais eram aliciados financeiramente para falar bem do presidente. O MBL pulou fora em maio. E até mesmo um youtuber roqueiro muito famoso, que era bolsonarista até a alma, está sendo perseguido pelos “simpatizantes” do presidente.

Mas não para por aí. Lá fora, a maré liberal também virou. Mauricio Macri será derrotado na Argentina nas eleições deste fim de ano. Benjamin Netanyahu, aliado de Bolsonaro, também está ameaçado na liderança de Israel. E Donald Trump, o amigão da América, está sofrendo um processo de impeachment.

Tudo isso em menos de 1 ano de mandato.

Ou o desemprego começa a cair mais aceleradamente, ou Bolsonaro terá vida difícil nas eleições de 2022.