Caso Mauro Naves alivia folha salarial da Globo

(Reprodução/Veja SP)
(Reprodução/Veja SP)

Agora é oficial: Mauro Naves já não faz mais parte do time esportivo da Rede Globo. Foi demitido formalmente.

O jornalista foi afastado durante a polêmica de Neymar com a modelo Najila Trindade, que acusou o jogador de estupro. A justificativa para seu afastamento foi a de que o repórter agiu de maneira antiética ao fornecer o telefone do pai de Neymar para o então advogado da modelo, que buscava um acordo com o jogador.

Acredito que o motivo apresentado é fraco, e que a verdadeira razão é mais simples de entender: com 31 anos de casa, Mauro Naves tinha um dos maiores salários do jornalismo esportivo da Globo. E como a emissora está sendo obrigada a rever toda a sua folha salarial, o caso serviu como desculpa para dispensar o experiente repórter.

Neymar cometeu crime cibernético ou não?

Para defender-se da acusação de estupro, Neymar divulgou semana passada em seu Instagram toda a conversa que teve com a modelo Najilla Trindade. Ali vê-se, além de pérolas que logo viraram diversos memes, um consentimento da modelo para ir até Paris ter relações sexuais com o jogador, além de diversas nudes.

Este ponto levantou a questão: Neymar teria cometido crime cibernético ao divulgar estas fotos, mesmo que embaçando o rosto da vítima?

O Olhar Digital consultou o advogado e especialista em Direito Penal Fernando Fabiani Capano. Ele diz que sim, Neymar pode ser responsabilizado. Ele diz que o rosto da modelo não está completamente desfocado.

Com uma posição contrária, o especialista em negócios e privacidade nos meios digitais, Leandro Alvarenga, diz que é preciso avaliar as circunstâncias do caso e que, no caso, não houve dolo do jogador em expor as fotos especificamente, e sim toda a conversa.