Derrubando mitos sobre robôs no mercado de trabalho

Alguns entusiastas mais exaltados e empregados mais amedrontados às vezes exageram nas previsões que fazem acerca da automatização do trabalho. É bem verdade que algoritmos inteligentes estão cada vez mais presentes no dia-a-dia das empresas, mas isso não significa necessariamente demissões em massa.

Pois a Ernest & Young, uma das maiores consultorias de empregabilidade do mundo, diz que o diabo não é tão feio quanto parece. Não há dúvida de que o profissional que quer se manter competitivo no mercado de trabalho deve, sim, manter-se atualizado em relação às inovações digitais de sua área. Mas é preciso moderação.

Por isso, a consultoria listou os 3 mitos mais comuns sobre transformação digital no mercado de trabalho:

1 – “Todo o trabalho em escritórios será automatizado;”
No curto e médio prazo, as automações funcionam melhor em tarefas específicas.

2 – “Todos os empregados podem ser substituídos por máquinas;”
Funções estratégicas que exijam análise acurada e criatividade serão dos humanos por um longo tempo.

4 – “As novas tecnologias são a garantia de lucro.”
A tecnologia ajuda a dar velocidade e precisão a um negócio, mas é inútil se não for combinada com uma sólida estratégia de vendas.

Rebatendo mitos do mercado de ações

(Filme O Mentiroso)
(Filme O Mentiroso)

Desde jovem sempre investi no mercado de ações. Às vezes parava, as vezes voltava, mas sempre estive de olho neste mercado e, principalmente, mas ideias que o circundam.

Decidi então escrever este artigo para refletir sobre lugares-comuns, ou melhor, mentiras tão propaladas por aí, principalmente por aqueles que querem vender ideias fáceis sobre o mercado e lucrar com isso;
“Você deve comprar quando todos querem vender e deve vender quando todos querem comprar”

Sim, é verdade. Mas como saber exatamente quando é a hora de vender e quando é a hora de comprar? Ninguém tem bola de cristal. Se um investidor quer entrar no mercado num momento de crise, nunca terá a certeza de que aquela é a hora certa de comprar e subir ou se ainda vai amargar mais prejuízos. E a recíproca é verdadeira. É muito difícil para um investidor, por mais experiente que seja, se desfazer de suas ações quando todos estão eufóricos com a recente alta do mercado e esperando que ele se valorize ainda mais. “Mas aí deve-se consultar especialistas”, alguém vai dizer. Só que a verdade é que todos os especialistas são, no fundo, palpiteiros. Não que sejam canalhas, mas são simplesmente seres humanos que se baseiam em dados do passado na ânsia de prever o futuro. E como ninguém é adivinho, todos podem errar. Há aqueles que palpitam bastante, pois assim as chances de acertar são maiores. E quando acertam, exaltam suas previsões bem-sucedidas e ocultam as erradas.

“Larguei meu emprego para operar Day-trade e estou tirando mais do que eu ganhava de salário.”

Mentira já rebatida neste post. Aconselho que o leia. Em resumo, é menos arriscado e tem melhor custo benefício ser um motorista de Uber do que ser day-trader.  Operar com Day-trade é ter as mesmas chances de jogar cara-e-coroa. Pode até dar certo durante algum tempo, mas no longo prazo o investimento dá prejuízo.
“Para ser um investidor bem sucedido, é preciso se informar bastante.”

Mentira. O investidor que fica toda hora se informando, acessando diversos sites, ouvindo diversos economistas, acaba ficando confuso, perdido. Principalmente em momentos de crise aguda, como em 2008, quando o pânico é geral e ninguém mais se entende. No mercado financeiro, excesso de informação é altamente prejudicial.

Enfim, comprar e vender ações com frequência pode até ser divertido. Mas se você pretende viver disso, e pior, usando a maior parte do seu patrimônio, esqueça. Em vez disso, trabalhe, produza algo, seja útil ao desenvolvimento da sociedade em que você vive. E aí poupe para os estudos, para a sua casa própria, para seu plano de saúde e reservas de emergência. E só então pense em investir no mercado acionário, com uma visão de longo prazo, estudando empresas e comprando e segurando suas ações por determinado período. Aí sim os resultados vão aparecer.

Mercado vê com bons olhos o relatório da Reforma da Previdência

Apesar do beicinho feito por Paulo Guedes, a Infomoney traz nesta segunda-feira reportagem afirmando que diversos grandes players do mercado financeiro gostaram do relatório do Deputado Samuel Moreira, considerando-o “robusto.” A economia está perto de 900 bilhões em 10 anos, ou seja, uns R$ 90 bilhões anuais de economia. Para se ter uma ideia, o déficit fiscal de 2019 está em cerca de R$ 100 bilhões. Ou seja, a Reforma da Previdência traz um senhor ajuste de contas.

Talvez o Ministro da Economia esteja sozinho na sua opinião. Ou talvez seja apenas uma estratégia para que o Parlamento pense que conseguiu uma vitória sobre o governo.

O Brasil vai melhorar.

A prova de que o livre mercado pode dar certo

A guerra das maquininhas é uma prova cabal de que o mercado, quando é livre de fato, pode sim ser bom para o povo.

Há 5 anos atrás, apenas três máquinas de cartão reinavam absolutas no mercado: Cielo, Rede e Getnet. Até que, um belo dia, o PagSeguro lançou sua moderninha. Logo atrás vieram muitas outras: Stone, Safra Pay e muitas outras, todas com preços cada vez menores. Até que, neste ano, a Rede se coçou e baixou seus preços também. O Itaú, seu banco controlador, decidiu zerar a taxa de antecipação da máquina.

Ou seja, a chamada “guerra das maquininhas” fizeram com que os preços baixassem para o consumidor.

Quando não há cartel, quando impera a livre concorrência, Adam Smith ganha razão.