Projeto do BC é bom para o consumidor, mas por isso mesmo é difícil de acreditar

O Banco Central do Brasil promete implementar um projeto que vai colocar mais lenha na fogueira da guerra das maquininhas.

O regulador financeiro tem o plano de, até o final de 2020, implementar a “Transação Instantânea.” A ideia é que o cliente, ao efetuar uma compra, transfira o dinheiro diretamente para a conta do vendedor, sem a intermediação de terceiros, como bancos e máquinas de cartão.

Atualmente, ao realizar uma compra no débito, a maquininha aciona o banco do cliente. Este autoriza a retirada do dinheiro de sua conta. O valor então é transferido para a máquina que, em até 3 dias úteis, credita-o na conta do vendedor, cobrando uma porcentagem por isso.

Todo este processo pode cair por terra com este novo sistema do BCB. Mas, como mexe no faturamento de poderosos players do mercado, fica difícil acreditar que um dia ele possa sair do papel.

A prova de que o livre mercado pode dar certo

A guerra das maquininhas é uma prova cabal de que o mercado, quando é livre de fato, pode sim ser bom para o povo.

Há 5 anos atrás, apenas três máquinas de cartão reinavam absolutas no mercado: Cielo, Rede e Getnet. Até que, um belo dia, o PagSeguro lançou sua moderninha. Logo atrás vieram muitas outras: Stone, Safra Pay e muitas outras, todas com preços cada vez menores. Até que, neste ano, a Rede se coçou e baixou seus preços também. O Itaú, seu banco controlador, decidiu zerar a taxa de antecipação da máquina.

Ou seja, a chamada “guerra das maquininhas” fizeram com que os preços baixassem para o consumidor.

Quando não há cartel, quando impera a livre concorrência, Adam Smith ganha razão.