“Coringa”, com Joaquin Phoenix, é um filme superestimado

Esta é a opinião de um mero fã da franquia “Batman,” especialmente da franquia produzida pelo diretor Cristopher Nolan, e não por um crítico de cinema.

Pois é isso mesmo o que eu acho. Assisti ao “Coringa” do diretor Todd Phillips e interpretado por Joaquin Phoenix e, francamente, não achei isso tudo o que andam falando por aí.

É um filme demasiadamente carregado no drama, na política, no terrorismo e fraco de inteligência e estratégia por parte do vilão, características marcantes no Coringa de Heath Ledger e Nolan. Com seus jogos macabros a la Jigsaw, aquele Coringa despertava os instintos mais sujos da sociedade de Gotham. E nos fazia pensar.

Já este de 2019 está mais para um maluco que se vitimiza e que não tem o charme da sagacidade. É a história do surgimento de um Coringa que não pode ser considerado a origem daquele de Nolan. E por isso decepciona.

O Coringa de 11 anos atrás não era apenas um agente do caos. Ele queria passar a mensagem de que, quando o indivíduo está sem dinheiro ou sem esperança, é capaz de fazer coisas horríveis para sobreviver ou se vingar. Como aconteceu com Harvey Dent, o Duas-Caras.

Já o Coringa de Phillips não quer passar mensagem nenhuma. É apenas um homem perturbado mentalmente que, sem nenhuma estratégia, apenas sai matando ricos para demonstrar sua revolta contra a alta sociedade de Gotham. E, graças a economia em crise, encontra apoio na população, sem nunca realmente ter desejado isso. Além de uma mensagem pobre, ela é perigosa para nosso mundo real.

Quando passar todo esse frenesi em torno do filme (que está sendo potencializado por milhões de dólares em orçamento de marketing), o público vai perceber que o inteligente Coringa de Cristopher Nolan e Heath Ledger continua merecendo o título de melhor antagonista do Batman já visto nos cinemas.