iPhone 11, assim como a Apple, não traz nada de revolucionário

Tim Cook, CEO da Apple

O ano é 2007, época de lançamento do iPhone, um produto que revolucionou o mercado de celulares e consolidou a Apple como a empresa de tecnologia mais inovadora daquela década. A Apple ditava tendências. Após alcançar imenso sucesso comercial ao redesenhar os computadores de mesa com o iMac (1998) e os tocadores de MP3 com o iPod (2001), a Apple não havia se acomodado com o sucesso, lançando mais um produto que seria referência em seu segmento, no caso, o iPhone.

Mas o que se tem hoje não é nem sombra do que se tinha há 12 anos atrás.

A Apple não inova mais. Parou de lançar grandes produtos desde 2010, com o iPad (Apple Watch? rá!), fazendo apenas modificações sem graça em seus produtos.

Como ocorreu recentemente com o novo iPhone 11. A mídia americana experimentou-o e foi taxativa: o novo aparelho não traz nenhuma grande novidade.

A morte de Steve Jobs foi a morte do espírito inovador da Apple.

Lamentável.

Usa iPhone? Então alguém pode escutar seu Siri

Escuta Siri
(Oficina da Net)

Assim como o Google, a Apple também permite que empregados de empresas terceirizadas ouçam parte das gravações realizadas por usuários no app Siri. A revelação foi feita anonimamente por funcionários ao jornal britânico The Guardian. 

A Apple justifica esse “vazamento controlado” como uma forma de melhorar a qualidade da ferramenta de inteligência artificial, presente em iPhones, Apple Watchs, Homepods e vários outros produtos da marca.

O risco reside no fato de funcionários terceirizados terem pouco ou nenhum compromisso com a empresa cliente do seu patrão. Eles podem usar indevidamente estes áudios para fins escusos com o risco máximo de serem apenas demitidos de uma pequena empresa.

Terceirização tem seus prós, mas é preciso ter limite.

Ações da Apple estão com viés de baixa

(Reuters)
(Reuters)

A empresa fundada por Steve Jobs já viveu dias melhores.

Além do recente anúncio da saída de Jony Ive, o designer por trás dos grandes sucessos da empresa, relatórios de analistas de Wall Street indicam que esta gigante da tecnologia vai enfrentar momentos difíceis pela frente.

Eles estão recomendando a venda de ações da Apple. O motivo estaria na expectativa decepcionante das vendas de iPhone no 2º semestre deste ano, além do esperado lento crescimento das venda de iPads.

Apesar dos bons resultados que a empresa apresentou nos últimos trimestres, a verdade é que há muito tempo que a Apple não lança um produto que salta aos aos olhos do consumidor, assim como foi o iPod, iPhone, iPad e Apple Watch.

A Apple está perdendo o tino inovador.

Apple não traz nenhuma grande inovação

Telas maiores e baterias com um pouco mais de duração. É basicamente isso a que se resumem os novos Iphones lançados hoje pela Apple. Não é a toa que suas ações recuaram 1,24% no dia de hoje.

Desde o lançamento do Apple Watch, em 2014, que a empresa não traz uma grande inovação, apesar de ter atingido a casa de US$ 1 tri de Valuation. Ainda assim, este gadget ainda não se popularizou a ponto de fazer com que seus concorrentes gerassem e propagassem produtos similares.

Há uma certa estagnação no mundo da tecnologia.