Para ter total privacidade, só usando papel

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Bernardo Provenzano era um mafioso italiano conhecido por uma prática incomum de comunicação. Ele não usava aparelhos celulares ou bips para falar com seus comparsas, por medo de grampo da polícia. Provenzano usava o Pizzini, que é um bloco de papel acompanhado de lápis, muito famoso na Itália.

Em 2013, após Edward Snowden mostrar que os EUA monitorava os principais países do mundo, a Rússia determinou que documentos ultrassecretos deveriam ser criados apenas em máquinas de escrever.

E por fim, neste ano, descobrimos que as principais figuras políticas e jurídicas do Brasil também foram grampeadas.

Ou seja: se você está na internet, você está vulnerável. Ponto.

É evidente que não devemos ser paranóicos. Não dá pra viver sem internet. E sua vida, e o que você faz, não é de interesse de 99,999% dos brasileiros.

Mas, para comunicações bem específicas, a ideia de escrever documentos à mão ou em máquinas de escrever talvez não seja tão absurda assim.

Como hackers invadiram o celular de Sérgio Moro

O escândalo causado pelo vazamento de troca de mensagens do então juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro e o promotor Deltan Dallagnol tem na sua origem a invasão que hackers efetuaram no celular de Moro.

Danilo Barsotti, diretor de cibersegurança de uma empresa de TI, informou ao Infomoney que há variadas formas de invadir um sistema operacional de um celular.

Só que o mais comum não tem a ver tanto com codificação e ataques cibernéticos. É mais uma falha de segurança das operadoras de celular.

Barsotti afirma que, nesta caso, o fraudador consegue os dados da vítima e solicita à operadora a transferência do número para um novo chip. Esta maneira é chamada de SIM swap. Há também casos de ataques através de redes de wi-fi públicas.