Brasileiro quer é tarifa bancária barata, o resto é conversa

Uma reportagem da Folha de 2014 mostrou que clientes de bancos públicos estavam mais satisfeitos que os de bancos privados por um singelo motivo: custo.

É verdade que, 5 anos depois, as tarifas bancárias e os juros estão mais ou menos equivalentes entre os bancos públicos e privados. Mas a demanda por serviços bancários mais baratos continua. E ela está sendo suprida justamente pelas Fintechs.

Cliente bancário quer preço. Esse conceito de atendimento com encantamento e “consultoria” em finanças é tudo papo-furado, porque o cliente sabe que, no fundo, o banco quer o enrolar para vender produtos mais interessantes para o banco do que para ele, como capitalização por exemplo.

Nesta outra reportagem, um próprio gerente de banco confessa que, antes de tudo, é um vendedor.

As Fintechs estão aproveitando esta demanda reprimida para marcarem sua presença no mercado. E, mesmo cobrando bem menos (ou às vezes nada), conseguem ser lucrativas.

Itaú fecha 212 agências e BB vai transformar 333

App do Itaú e Banco do Brasil
(Internet)

O Itaú divulgou ontem seu último balanço trimestral. Faturou mais de 7 bilhões durante abril, maio e junho deste ano. Porém registrou o fechamento de 212 agências e anunciou a realização de um Plano de Demissão Voluntária para 6.900 funcionários.

Também ontem, o Banco do Brasil anunciou mais uma remodelagem da sua estrutura de negócio. Entre as medidas, a transformação de 333 agências em Pontos de Atendimento, locais que funcionam como escritórios de negócio (onde não circula dinheiro em espécie), além da realização de mais um PDV para enxugar o quadro de funcionários.

A razão disso tudo é: Digitalização Bancária.

Bancões não falam mais em expandir agências e pontos de atendimento. Falam apenas em expandir aplicativos e negócios online.

Não é mais o futuro. É o presente.

A nova era para os grandes bancos já começou

Deu no blog do Lauro Jardim:

Bancos perdem R$ 150 milhões na disputa com XP e outras corretoras

Definitivamente, são novos tempos para os bancões. Todos foram obrigados a reduzir a zero suas tarifas para aplicação no Tesouro Direto. Até duas semanas atrás, cobravam 0,5% ao ano.

Para fazer frente à XP e outras corretoras que têm tarifa zero para esse investimento, Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil passaram a trabalhar de graça para os investidores neste produto.

De acordo com a estimativa feita por um especialista, a redução vai significar R$ 150 milhões a menos em seus balanços anuais.

 

Pois é. A influência das Fintechs já começou a atingir o balanço dos grandes bancos. A pulverização do sistema financeiro e, por consequência, o barateamento dos serviços está a pleno vapor! É sim uma nova era.

Resta saber agora se as maiores fintechs permitirão serem engolidas pelos seus grandes concorrentes (incorporadas, no caso) ou farão como o Facebook, que não se vendeu no início e tornou-se um gigante.

Folha alerta grandes bancos para as Fintechs

É impressionante a força da revolução das Fintechs. Quase que diariamente temos notícias sobre essa esperança de maior competição no mundo financeiro.

Hoje foi a Folha de São Paulo que trouxe uma reportagem bacana sobre o desafio que os grandes bancos terão com a competição das Fintechs.

Evidentemente, muitas que se destacarem serão absorvidas (compradas). Mas algumas resistentes poderão fazer história, assim como fez o Facebook, ao resistir vender-se para o Yahoo e hoje ser uma das empresas mais valiosas do mundo.

Fintechs vieram para ficar, adapte-se

(Internet)
(Internet)

A Nubank ainda não reporta lucros em seus balanços anuais. Isso é suficiente para que alguns profissionais tradicionais do ramo financeiro fiquem proferindo por aí que fintechs não são nada mais do que uma simples moda. E que os grandes bancos vão engoli-las.

Algo semelhante aconteceu com o Napster. Ele acabou fechando, mas logo filhotes semelhantes nasceram e se multiplicaram.

A Nubank pode até acabar, mas a demanda por cartões de crédito populares sem anuidade e por empréstimos bancários com juros mais baixos e sem venda casada vieram para ficar.

Os grandes bancos vão se adaptar. Só os bancários dinossauros é que ficarão pelo caminho.