A nova era para os grandes bancos já começou

Deu no blog do Lauro Jardim:

Bancos perdem R$ 150 milhões na disputa com XP e outras corretoras

Definitivamente, são novos tempos para os bancões. Todos foram obrigados a reduzir a zero suas tarifas para aplicação no Tesouro Direto. Até duas semanas atrás, cobravam 0,5% ao ano.

Para fazer frente à XP e outras corretoras que têm tarifa zero para esse investimento, Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil passaram a trabalhar de graça para os investidores neste produto.

De acordo com a estimativa feita por um especialista, a redução vai significar R$ 150 milhões a menos em seus balanços anuais.

 

Pois é. A influência das Fintechs já começou a atingir o balanço dos grandes bancos. A pulverização do sistema financeiro e, por consequência, o barateamento dos serviços está a pleno vapor! É sim uma nova era.

Resta saber agora se as maiores fintechs permitirão serem engolidas pelos seus grandes concorrentes (incorporadas, no caso) ou farão como o Facebook, que não se vendeu no início e tornou-se um gigante.

Folha alerta grandes bancos para as Fintechs

É impressionante a força da revolução das Fintechs. Quase que diariamente temos notícias sobre essa esperança de maior competição no mundo financeiro.

Hoje foi a Folha de São Paulo que trouxe uma reportagem bacana sobre o desafio que os grandes bancos terão com a competição das Fintechs.

Evidentemente, muitas que se destacarem serão absorvidas (compradas). Mas algumas resistentes poderão fazer história, assim como fez o Facebook, ao resistir vender-se para o Yahoo e hoje ser uma das empresas mais valiosas do mundo.

Fintechs vieram para ficar, adapte-se

(Internet)
(Internet)

A Nubank ainda não reporta lucros em seus balanços anuais. Isso é suficiente para que alguns profissionais tradicionais do ramo financeiro fiquem proferindo por aí que fintechs não são nada mais do que uma simples moda. E que os grandes bancos vão engoli-las.

Algo semelhante aconteceu com o Napster. Ele acabou fechando, mas logo filhotes semelhantes nasceram e se multiplicaram.

A Nubank pode até acabar, mas a demanda por cartões de crédito populares sem anuidade e por empréstimos bancários com juros mais baixos e sem venda casada vieram para ficar.

Os grandes bancos vão se adaptar. Só os bancários dinossauros é que ficarão pelo caminho.