Fintechs são armas contra a venda casada

Fintechs combatem Venda casada
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Já perdemos as contas de quantas histórias ouvimos de pessoas próximas, ou na mídia, de coerção de (maus) gerentes bancários quando o cliente solicita um empréstimo. Muitas vezes os clientes são quase que obrigados a contratar um produto que não desejava, como um seguro ou título de capitalização. Isso tem um nome e é proibido pelo código de defesa do consumidor: venda casada.

A boa notícia é que não param de surgir empresas financeiras com atendimento exclusivo por aplicativo (as chamadas Fintechs) focadas no crédito pessoal. Como é tudo feito pelo celular ou tablet, o cliente não é coagido a contratar produtos que não o interessa. É claro que a oferta desses produtos adicionais sempre vai existir por lá, mas sem ser condicionante à contratação do crédito. Se o cliente não quiser, é só não clicar em “aceitar.”

As Fintechs devolvem ao cliente o poder de negociação.

Cuidado com a fintech em que seu dinheiro está

Fintechs
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O lançamento de diversos apps de serviços financeiros é muito saudável para aumento da concorrência e, com isso, a diminuição dos custos dos serviços bancários. Mas como em todo o mercado que conquista um crescimento vertiginoso, vem a pergunta: há espaço para todos?

De acordo com analistas ouvidos pelo Estadão, não. A demanda é insuficiente.

No momento, os bancos digitais não têm reportado robustos lucros. Alguns dão até prejuízo. O foco, neste momento, é aumentar a base de clientes, para depois oferecer um leque de serviços financeiros com preços bem mais em conta do que os praticados pelos bancões.

O mercado de bancos digitais está na (boa) fase de de crescimento. Tudo é festa. Mas acredito que, em cerca de 4 anos, ele se consolidará com a compra de algumas fintechs pelos grandes bancos, a consolidação de outras no mercado e a falência das demais.

Por isso, caro leitor, tenha cuidado.