Ações dos bancões estão abaixo da média do Ibovespa

A primavera chegou ao Brasil. Mas os bancões começaram a viver o outono no mercado de capitais.

Digo isso porque a Infomoney percebeu que, passados 67% do ano de 2019, as ações do 4 maiores bancos do Brasil estão com desempenho aquém do esperado, abaixo da média das principais empresas do país, empresas que compõem o Índice Bovespa.

Os grandes investidores do mercado perceberam que as fintechs chegaram para acabar com um oligopólio que se nutria de fartas tarifas e vendas casadas.

E o pior para os bancões é que eles não podem mais contar com amigões de longa data: o Ministério da Economia (antigo Min. da Fazenda) e o Banco Central. Pois os chefes de ambos os departamentos do Governo Federal já deram sinais claros de que vão adotar medidas para abrir cada vez mais o mercado financeiro comercial do país.

Itaú fecha 212 agências e BB vai transformar 333

App do Itaú e Banco do Brasil
(Internet)

O Itaú divulgou ontem seu último balanço trimestral. Faturou mais de 7 bilhões durante abril, maio e junho deste ano. Porém registrou o fechamento de 212 agências e anunciou a realização de um Plano de Demissão Voluntária para 6.900 funcionários.

Também ontem, o Banco do Brasil anunciou mais uma remodelagem da sua estrutura de negócio. Entre as medidas, a transformação de 333 agências em Pontos de Atendimento, locais que funcionam como escritórios de negócio (onde não circula dinheiro em espécie), além da realização de mais um PDV para enxugar o quadro de funcionários.

A razão disso tudo é: Digitalização Bancária.

Bancões não falam mais em expandir agências e pontos de atendimento. Falam apenas em expandir aplicativos e negócios online.

Não é mais o futuro. É o presente.

Petrobras e Banco do Brasil aceleram desinvestimentos

Refinaria da Petrobras
(internet)

Reportagem do Estadão deste domingo mostrou que, apesar do programa de desestatização do governo estar indo devagar, empresas como Petrobras e Banco do Brasil estão realizando desinvestimentos de forma acelerada.

Somente no 1º semestre, as estatais brasileiras arrecadaram um total de R$ 54 bilhões entre concessões e privatizações.

Destaque para a Petrobras, que já levantou cerca de R$ 33,1 bilhões somente com a venda da subsidiária Transportadora Associada de Gás (TAG).

Mais modesto, porém ágil, foi o Banco do Brasil, que também contribuiu com aproximadamente R$ 1,8 bilhão ao vender sua participação na Neoenergia.

Até o fim do governo Bolsonaro, a meta do Ministério da Economia é arrecadar R$ 450 bilhões.