A Uber vai falir e seremos obrigados a andar de táxi novamente?

(Justin Sullivan/Getty)

Nesta semana, a Uber reportou um prejuízo trimestral histórico em seu balanço: menos US$ 5,2 bilhões!

Além de investidores, muitos usuários ficaram preocupados com a inviabilidade do negócio. Se a Uber falir, será que vamos ter que voltar a usar táxis caros, cuja maioria são guiados por motoristas boçais?

Calma. Primeiro que um negócio em potencial costuma dar prejuízo nos primeiros anos. A Amazon, por exemplo, só foi reportar lucros após 10 anos.

Segundo que a Uber pode falir sim. Mas já há substitutos em potencial no mercado, como 99, Cabify, entre outras.

Em casos assim, sempre costumo lembrar do exemplo do Napster, aquele programa lançado em 1999 que foi pioneiro no compartilhamento de músicas em MP3. A justiça americana o fez encerrar as atividades na canetada. Porém, a demanda por aquele serviço era tão forte que logo surgiram programas semelhantes e até melhores, como Kazaa e eMule.

A Uber pode deixar de existir sim. Mas sua transformação no conceito de transporte particular é irreversível.

Brasileiro quer é tarifa bancária barata, o resto é conversa

Uma reportagem da Folha de 2014 mostrou que clientes de bancos públicos estavam mais satisfeitos que os de bancos privados por um singelo motivo: custo.

É verdade que, 5 anos depois, as tarifas bancárias e os juros estão mais ou menos equivalentes entre os bancos públicos e privados. Mas a demanda por serviços bancários mais baratos continua. E ela está sendo suprida justamente pelas Fintechs.

Cliente bancário quer preço. Esse conceito de atendimento com encantamento e “consultoria” em finanças é tudo papo-furado, porque o cliente sabe que, no fundo, o banco quer o enrolar para vender produtos mais interessantes para o banco do que para ele, como capitalização por exemplo.

Nesta outra reportagem, um próprio gerente de banco confessa que, antes de tudo, é um vendedor.

As Fintechs estão aproveitando esta demanda reprimida para marcarem sua presença no mercado. E, mesmo cobrando bem menos (ou às vezes nada), conseguem ser lucrativas.

Reforma Tributária pode impulsionar criptomoedas no Brasil

(Internet)

Um interessante artigo de Bruno Meyerhof, publicado no portal Infomoney, joga luz sobre uma possível alternativa às imposições do Estado no que se refere a tributos: as criptomoedas.

Agora que a Reforma da Previdência já são favas contadas, os políticos federais voltam suas atenções para a Reforma Tributária.

E pelas propostas que estão sendo ventiladas, é muito provável que os diversos impostos existentes sejam unificados num só, que deverá incidir sobre as movimentações financeiras. Ou seja, sempre que você sacar dinheiro, realizar uma transferência ou pagar suas compras do mercado no débito, vai pagar imposto.

A alternativa para escapar disso chama-se Bitcoin. Pois como a moeda digital é descentralizada, você não vai precisar pagar imposto a ninguém, e o governo não vai ter acesso às suas transações.

Não que eu seja contra o pagamento de impostos. Acredito no império das leis do Estado. E a sociedade deve bancar financeiramente a sustentação desta estrutura. Mas que seja de forma inteligente e muito, mas muito bem pensada mesmo.

Porque, como diria Capitão Nascimento em Tropa de Elite 2, “O sistema se reorganiza.” O cidadão vai dar um jeito de proteger seu patrimônio.

Prepare-se: os carros voadores estão próximos

O projeto de carro presente em 10 de cada 10 filmes futuristas está próximo de sair do papel. Pois além da Uber, Boeing e várias outras empresas, a japonesa NEC Corp realizou nesta semana testes animadores com seu protótipo de carro voador.

Neste teste, o veículo não tripulado alcançou a altura de 3 metros, sendo guiado por controle remoto.

Uma importante limitação presente neste e em vários outros projetos de carros voadores é justamente a mesma limitação dos nossos smartphones: a vida útil da bateria, que ainda não é satisfatória.

Pois imagine o desespero de estar voando com seu carro e perceber que resta apenas 4% de energia?

Cuidado com o golpe do FGTS pelo Whatsapp

(Reprodução/dfndr lab)
(Reprodução/dfndr lab)

No dia seguinte ao anúncio da liberação de saques do FGTS, vagabundos digitais não perderam tempo e já haviam lançado mensagens-isca através do Whatsapp para roubar dados e senhas bancárias daqueles interessados no assunto. De acordo com a Dfndr Lab, da PSafe, o golpe já chegou ao Whatsapp de mais de 100 mil brasileiros.

Portanto, se você quer saber seu saldo do FGTS, não clique em links repassados por este aplicativo. Basta verificar através de sua conta corrente pelo Internet Banking da Caixa. Mas se você não for correntista, baixe o App oficial do FGTS na Play Store ou Apple Store.

Para ter total privacidade, só usando papel

maquina_escrever

Bernardo Provenzano era um mafioso italiano conhecido por uma prática incomum de comunicação. Ele não usava aparelhos celulares ou bips para falar com seus comparsas, por medo de grampo da polícia. Provenzano usava o Pizzini, que é um bloco de papel acompanhado de lápis, muito famoso na Itália.

Em 2013, após Edward Snowden mostrar que os EUA monitorava os principais países do mundo, a Rússia determinou que documentos ultrassecretos deveriam ser criados apenas em máquinas de escrever.

E por fim, neste ano, descobrimos que as principais figuras políticas e jurídicas do Brasil também foram grampeadas.

Ou seja: se você está na internet, você está vulnerável. Ponto.

É evidente que não devemos ser paranóicos. Não dá pra viver sem internet. E sua vida, e o que você faz, não é de interesse de 99,999% dos brasileiros.

Mas, para comunicações bem específicas, a ideia de escrever documentos à mão ou em máquinas de escrever talvez não seja tão absurda assim.

Fintechs são armas contra a venda casada

Fintechs combatem Venda casada
(internet)

Já perdemos as contas de quantas histórias ouvimos de pessoas próximas, ou na mídia, de coerção de (maus) gerentes bancários quando o cliente solicita um empréstimo. Muitas vezes os clientes são quase que obrigados a contratar um produto que não desejava, como um seguro ou título de capitalização. Isso tem um nome e é proibido pelo código de defesa do consumidor: venda casada.

A boa notícia é que não param de surgir empresas financeiras com atendimento exclusivo por aplicativo (as chamadas Fintechs) focadas no crédito pessoal. Como é tudo feito pelo celular ou tablet, o cliente não é coagido a contratar produtos que não o interessa. É claro que a oferta desses produtos adicionais sempre vai existir por lá, mas sem ser condicionante à contratação do crédito. Se o cliente não quiser, é só não clicar em “aceitar.”

As Fintechs devolvem ao cliente o poder de negociação.

Reon Pocket, o ar condicionado que você veste

(Divulgação)
(Divulgação)

A Sony está desenvolvendo o dispositivo dos sonhos daqueles que, no verão, trabalham na rua, ou que não tem ar condicionado na sala, ou no carro e/ou no trabalho.

É o Reon Pocket, um ar condicionado que você veste!

De acordo com as expectativas da empresa, em 2020 você vai poder usar uma camisa que resfria sua temperatura corporal. E a empresa promete ainda modelos que permitirão que a roupa esquente seu corpo no inverno.

O segredo está num discreto compartimento localizado na nuca, que pesa apenas 85g, e que ajusta a temperatura do tecido. A regulagem é acionada através do bluetooth de seu celular.

Itaú fecha 212 agências e BB vai transformar 333

App do Itaú e Banco do Brasil
(Internet)

O Itaú divulgou ontem seu último balanço trimestral. Faturou mais de 7 bilhões durante abril, maio e junho deste ano. Porém registrou o fechamento de 212 agências e anunciou a realização de um Plano de Demissão Voluntária para 6.900 funcionários.

Também ontem, o Banco do Brasil anunciou mais uma remodelagem da sua estrutura de negócio. Entre as medidas, a transformação de 333 agências em Pontos de Atendimento, locais que funcionam como escritórios de negócio (onde não circula dinheiro em espécie), além da realização de mais um PDV para enxugar o quadro de funcionários.

A razão disso tudo é: Digitalização Bancária.

Bancões não falam mais em expandir agências e pontos de atendimento. Falam apenas em expandir aplicativos e negócios online.

Não é mais o futuro. É o presente.

Usa iPhone? Então alguém pode escutar seu Siri

Escuta Siri
(Oficina da Net)

Assim como o Google, a Apple também permite que empregados de empresas terceirizadas ouçam parte das gravações realizadas por usuários no app Siri. A revelação foi feita anonimamente por funcionários ao jornal britânico The Guardian. 

A Apple justifica esse “vazamento controlado” como uma forma de melhorar a qualidade da ferramenta de inteligência artificial, presente em iPhones, Apple Watchs, Homepods e vários outros produtos da marca.

O risco reside no fato de funcionários terceirizados terem pouco ou nenhum compromisso com a empresa cliente do seu patrão. Eles podem usar indevidamente estes áudios para fins escusos com o risco máximo de serem apenas demitidos de uma pequena empresa.

Terceirização tem seus prós, mas é preciso ter limite.