Spoofing é invasão de privacidade, não de celular

Spoofing
(Renovamídia)

Parte da imprensa tem se equivocado ao falar dos problemas que o ministro Sérgio Moro, Paulo Guedes e Joice Hasselmann tiveram com seus celulares hackeados. Muitas vezes os jornalistas têm se referido aos episódios como “invasão de celular”, quando na verdade a técnica usada foi de a de “Spoofing”.

Nesta técnica, o meliante em nenhum momento entra no sistema operacional do telefone móvel. O que ele faz é se passar pelo número da vítima para acessar aplicativos cuja validação é feita pelo número do telefone celular, como Whatsapp, Telegram, entre outros.

A recomendação para se proteger desses ataques é já largamente conhecida: evitar clicar em links suspeitos e proteger seus dados de desconhecidos, o que, convenhamos, é quase impossível nos dias de hoje.

Fim do botão “like”do Instagram é estratégico

(internet)
(internet)

Com a desculpa de proteger a saúde mental de seus clientes e desestimular a competição na plataforma, o Instagram testou, por um dia, a desabilitação do botão “like” (ou curtir) nas fotos publicadas. Neste teste, somente o autor conseguia ver quantas curtidas ele recebeu por foto.

Há mais caroço nesse angu. Não podemos esquecer que o número de curtidas é um dado. Um dado que pode gerar renda para influenciadores digitais. Pois uma empresa pode contatar diretamente uma “blogueirinha” para anunciar seu produto, com base nas curtidas que ela gera.

Ao esconder esse dado, o Instagram obriga o anunciante a entrar em contato com o próprio Instagram para ter acesso a dados que indiquem quem são os maiores influenciadores da plataforma. E, fazendo o meio de campo da negociação, é possível cobrar um módico pedágio e faturar uma grana com isso.

Maia quer mudanças para futuros servidores

(Reprodução)
(Reprodução)

Na entrevista que concedeu à GloboNews, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia defendeu mudanças nas regras para servidores públicos, como o fim da estabilidade, plano de carreira mais estendido, estabelecimentos de metas claras e maior equiparação salarial com o setor privado. De acordo com Maia, em relação ao setor privado, o setor público está caro demais.

Mas os atuais servidores podem ficar tranquilos: Maia deixou claro que as mudanças só valeriam para os que entrarem.

“Na Reforma Administrativa, você mexe mais na construção do futuro que a do passado, você não mexe com quem já está na carreira”, disse Maia.

Chicago Boy a favor de bancos de fomento

(AP Photo/Eraldo)
(AP Photo/Eraldo)

Quem disse que todo formado pela Universidade de Chicago é a favor do estado “mínimo do mínimo do mínimo?”

Pois Joaquim Levy, recém demitido por Bolsonaro do BNDES (sim, demitido virtualmente em público) e com doutorado em economia pela Universidade de Chicago, recentemente defendeu a existência de bancos de fomento como o BNDES. Ele afirmou que esses bancos sempre serão importantes, pois o capital privado nem sempre chega onde é mais necessário. Os bancos públicos, segundo ele, permitem a democratização do crédito.

Pois é, ainda há liberais sensatos no mercado, aqueles que sabem que é preciso lisura na administração dos bancos públicos, mas que sabem de sua importância para os mais pobres.

Chegou o inverno financeiro da Netflix

(Getty Images)
(Getty Images)

Aquilo que muitos (ex-)assinantes suspeitavam está acontecendo: a Netflix entrou oficialmente em decadência.

A empresa anunciou ontem que perdeu nada menos do que 130 mil assinantes somente nos EUA. Como reflexo, suas ações despencaram incríveis 11% em um único dia.

Os motivos já foram esclarecidos neste post, mas vale a pena relembrar resumidamente: baixa renovação do acervo, perda de grandes produtos de terceiros e aumento da concorrência.

A Netflix era a vanguarda da exibição de filmes e séries por streaming. Só que outras produtoras perceberam que esta era uma nova e forte tendência de negócio e resolveram entrar no jogo também. Com isso, a Netflix vai perdendo mercado, o que é saudável para o consumidor, pois as opções aumentam e os preços barateiam.

Cuidado com a fintech em que seu dinheiro está

Fintechs
(internet)

O lançamento de diversos apps de serviços financeiros é muito saudável para aumento da concorrência e, com isso, a diminuição dos custos dos serviços bancários. Mas como em todo o mercado que conquista um crescimento vertiginoso, vem a pergunta: há espaço para todos?

De acordo com analistas ouvidos pelo Estadão, não. A demanda é insuficiente.

No momento, os bancos digitais não têm reportado robustos lucros. Alguns dão até prejuízo. O foco, neste momento, é aumentar a base de clientes, para depois oferecer um leque de serviços financeiros com preços bem mais em conta do que os praticados pelos bancões.

O mercado de bancos digitais está na (boa) fase de de crescimento. Tudo é festa. Mas acredito que, em cerca de 4 anos, ele se consolidará com a compra de algumas fintechs pelos grandes bancos, a consolidação de outras no mercado e a falência das demais.

Por isso, caro leitor, tenha cuidado.

FaceApp vira febre no Instagram e Facebook

Daniel Gomes envelhecido pelo FaceApp
(Reprodução /FaceApp)

Um aplicativo que te dá uma fotografia do futuro: este é o FaceApp, que virou mania neste domingo nas redes sociais.

O app caiu no gosto da galera: Instagram e Facebook foram inundados por fotos de amigos e amigas com o rosto realisticamente envelhecido. Sim, o aplicativo consegue implementar um efeito bastante verossímil, dando uma boa ideia de como será seu provável rosto daqui a uns 30 ou 40 anos.

É claro que tudo não passa de uma brincadeira, e não deve ser levado a sério. Mas é divertido ver como podemos ficar parecidos com nossos pais ou mães quando nossa idade avançar.

O App está disponível tanto para android quanto para iOS.

Google não desiste e lança nova rede social

Shoelace - A Rede Social do Google
(Internet)

Quem pensou que o Google havia desistido de “se socializar” após o fracasso da rede social Google Plus estava enganado.

Eis que a gigante das buscas está de volta neste mercado com uma nova tentativa, chamada “Shoelace” que, em inglês, significa “cadarço.” Esta nova rede social tem menor ambição e vai trabalhar em um nicho bem específico: conexão de jovens interessados em eventos e atividades.

O propósito lembra bastante a funcionalidade de eventos do Facebook, muito útil nos dias de hoje, principalmente em festinhas de crianças.

Por enquanto o app está em fase experimental e disponível apenas para moradores da cidade de Nova York.

Será que agora vai, Google?

Fintech já permite empréstimos entre pessoas

(Dollar Photo Club)
(Dollar Photo Club)

Até há uns 2 anos atrás, você não podia cobrar juros se emprestasse dinheiro a um parente ou amigo. Na verdade, segundo as regras vigentes do bom relacionamento, ainda é de bom tom não realizar essa cobrança.

Mas para um desconhecido, você já pode emprestar e cobrar. Calma, não estou falando de agiotagem, e sim do app Mutual. Com ele você consegue emprestar para outras pessoas e receber juros por isso, como se você fosse um banco, só que sem CNPJ.

O Mutual ainda não tem um grande concorrente, mas isso é questão de tempo. Logo logo os bancões terão que competir com milhares de pessoas emprestando umas para as outras. Aí eu quero ver não baixar os juros.

Museu dos Memes no Rio de Janeiro

(Divulgação)
(Divulgação)

Os meme nosso de cada dia ganhou tanta relevância na sociedade que já é digno de ganhar um museu próprio!

É isso aí! Sabe aqueles memes engraçados ou de fake news que você recebe no seu Whatsapp todos os dias? Ele pode estar agora em exposição no Museu da República, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro. O projeto é uma realização da Universidade Federal Fluminense.

Confira datas e horários:

Até 24/08/19 no Museu da República.
Terça à sexta: das 10h às 17h
Sáb, dom e feriado: 11h às 18h.
Ingresso: R$ 6 – Entrada franca às quartas e domingo.

É sempre bom lembrar que o Museu da República está situado no Palácio do Catete, antiga residência oficial do Presidente da República, onde ocorreu um dos fatos mais marcantes de nossa história: o suicídio de Getúlio Vargas. Está tudo lá documentado e em exposição. Vale muito a pena!