Usa iPhone? Então alguém pode escutar seu Siri

Escuta Siri
(Oficina da Net)

Assim como o Google, a Apple também permite que empregados de empresas terceirizadas ouçam parte das gravações realizadas por usuários no app Siri. A revelação foi feita anonimamente por funcionários ao jornal britânico The Guardian. 

A Apple justifica esse “vazamento controlado” como uma forma de melhorar a qualidade da ferramenta de inteligência artificial, presente em iPhones, Apple Watchs, Homepods e vários outros produtos da marca.

O risco reside no fato de funcionários terceirizados terem pouco ou nenhum compromisso com a empresa cliente do seu patrão. Eles podem usar indevidamente estes áudios para fins escusos com o risco máximo de serem apenas demitidos de uma pequena empresa.

Terceirização tem seus prós, mas é preciso ter limite.

Cartão de crédito da Apple será livre de tarifas

Apple Card sai em Agosto
(Divulgação)

Uma fonte segura do canal de notícias Bloomberg afirmou que a Apple deve lançar já o seu cartão de crédito em parceria com o banco de investimentos Goldman Sachs. A novidade já estaria na praça agora, em agosto.

Veja que interessante: uma empresa de tecnologia vai lançar um produto financeiro. Mais uma prova da tendência de que tecnologia e negócios estarão cada vez mais unidos e dependentes um do outro.

Cartões de crédito sem tarifas são um caminho sem volta. Ninguém quer pagar anuidade. Nubank e Digio estão aí para provar. Quem ainda paga essas tarifas são desavisados ou reprovados em sistemas de risco de crédito. Mas que, muito em breve, também serão atendidos e poderão dar adeus aos abusos das bandeiras.

Spoofing é invasão de privacidade, não de celular

Spoofing
(Renovamídia)

Parte da imprensa tem se equivocado ao falar dos problemas que o ministro Sérgio Moro, Paulo Guedes e Joice Hasselmann tiveram com seus celulares hackeados. Muitas vezes os jornalistas têm se referido aos episódios como “invasão de celular”, quando na verdade a técnica usada foi de a de “Spoofing”.

Nesta técnica, o meliante em nenhum momento entra no sistema operacional do telefone móvel. O que ele faz é se passar pelo número da vítima para acessar aplicativos cuja validação é feita pelo número do telefone celular, como Whatsapp, Telegram, entre outros.

A recomendação para se proteger desses ataques é já largamente conhecida: evitar clicar em links suspeitos e proteger seus dados de desconhecidos, o que, convenhamos, é quase impossível nos dias de hoje.

Fim do botão “like”do Instagram é estratégico

(internet)
(internet)

Com a desculpa de proteger a saúde mental de seus clientes e desestimular a competição na plataforma, o Instagram testou, por um dia, a desabilitação do botão “like” (ou curtir) nas fotos publicadas. Neste teste, somente o autor conseguia ver quantas curtidas ele recebeu por foto.

Há mais caroço nesse angu. Não podemos esquecer que o número de curtidas é um dado. Um dado que pode gerar renda para influenciadores digitais. Pois uma empresa pode contatar diretamente uma “blogueirinha” para anunciar seu produto, com base nas curtidas que ela gera.

Ao esconder esse dado, o Instagram obriga o anunciante a entrar em contato com o próprio Instagram para ter acesso a dados que indiquem quem são os maiores influenciadores da plataforma. E, fazendo o meio de campo da negociação, é possível cobrar um módico pedágio e faturar uma grana com isso.

Maia quer mudanças para futuros servidores

(Reprodução)
(Reprodução)

Na entrevista que concedeu à GloboNews, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia defendeu mudanças nas regras para servidores públicos, como o fim da estabilidade, plano de carreira mais estendido, estabelecimentos de metas claras e maior equiparação salarial com o setor privado. De acordo com Maia, em relação ao setor privado, o setor público está caro demais.

Mas os atuais servidores podem ficar tranquilos: Maia deixou claro que as mudanças só valeriam para os que entrarem.

“Na Reforma Administrativa, você mexe mais na construção do futuro que a do passado, você não mexe com quem já está na carreira”, disse Maia.

Chicago Boy a favor de bancos de fomento

(AP Photo/Eraldo)
(AP Photo/Eraldo)

Quem disse que todo formado pela Universidade de Chicago é a favor do estado “mínimo do mínimo do mínimo?”

Pois Joaquim Levy, recém demitido por Bolsonaro do BNDES (sim, demitido virtualmente em público) e com doutorado em economia pela Universidade de Chicago, recentemente defendeu a existência de bancos de fomento como o BNDES. Ele afirmou que esses bancos sempre serão importantes, pois o capital privado nem sempre chega onde é mais necessário. Os bancos públicos, segundo ele, permitem a democratização do crédito.

Pois é, ainda há liberais sensatos no mercado, aqueles que sabem que é preciso lisura na administração dos bancos públicos, mas que sabem de sua importância para os mais pobres.

Chegou o inverno financeiro da Netflix

(Getty Images)
(Getty Images)

Aquilo que muitos (ex-)assinantes suspeitavam está acontecendo: a Netflix entrou oficialmente em decadência.

A empresa anunciou ontem que perdeu nada menos do que 130 mil assinantes somente nos EUA. Como reflexo, suas ações despencaram incríveis 11% em um único dia.

Os motivos já foram esclarecidos neste post, mas vale a pena relembrar resumidamente: baixa renovação do acervo, perda de grandes produtos de terceiros e aumento da concorrência.

A Netflix era a vanguarda da exibição de filmes e séries por streaming. Só que outras produtoras perceberam que esta era uma nova e forte tendência de negócio e resolveram entrar no jogo também. Com isso, a Netflix vai perdendo mercado, o que é saudável para o consumidor, pois as opções aumentam e os preços barateiam.

Cuidado com a fintech em que seu dinheiro está

Fintechs
(internet)

O lançamento de diversos apps de serviços financeiros é muito saudável para aumento da concorrência e, com isso, a diminuição dos custos dos serviços bancários. Mas como em todo o mercado que conquista um crescimento vertiginoso, vem a pergunta: há espaço para todos?

De acordo com analistas ouvidos pelo Estadão, não. A demanda é insuficiente.

No momento, os bancos digitais não têm reportado robustos lucros. Alguns dão até prejuízo. O foco, neste momento, é aumentar a base de clientes, para depois oferecer um leque de serviços financeiros com preços bem mais em conta do que os praticados pelos bancões.

O mercado de bancos digitais está na (boa) fase de de crescimento. Tudo é festa. Mas acredito que, em cerca de 4 anos, ele se consolidará com a compra de algumas fintechs pelos grandes bancos, a consolidação de outras no mercado e a falência das demais.

Por isso, caro leitor, tenha cuidado.

FaceApp vira febre no Instagram e Facebook

Daniel Gomes envelhecido pelo FaceApp
(Reprodução /FaceApp)

Um aplicativo que te dá uma fotografia do futuro: este é o FaceApp, que virou mania neste domingo nas redes sociais.

O app caiu no gosto da galera: Instagram e Facebook foram inundados por fotos de amigos e amigas com o rosto realisticamente envelhecido. Sim, o aplicativo consegue implementar um efeito bastante verossímil, dando uma boa ideia de como será seu provável rosto daqui a uns 30 ou 40 anos.

É claro que tudo não passa de uma brincadeira, e não deve ser levado a sério. Mas é divertido ver como podemos ficar parecidos com nossos pais ou mães quando nossa idade avançar.

O App está disponível tanto para android quanto para iOS.

Google não desiste e lança nova rede social

Shoelace - A Rede Social do Google
(Internet)

Quem pensou que o Google havia desistido de “se socializar” após o fracasso da rede social Google Plus estava enganado.

Eis que a gigante das buscas está de volta neste mercado com uma nova tentativa, chamada “Shoelace” que, em inglês, significa “cadarço.” Esta nova rede social tem menor ambição e vai trabalhar em um nicho bem específico: conexão de jovens interessados em eventos e atividades.

O propósito lembra bastante a funcionalidade de eventos do Facebook, muito útil nos dias de hoje, principalmente em festinhas de crianças.

Por enquanto o app está em fase experimental e disponível apenas para moradores da cidade de Nova York.

Será que agora vai, Google?