Fintechs são armas contra a venda casada

Fintechs combatem Venda casada
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Já perdemos as contas de quantas histórias ouvimos de pessoas próximas, ou na mídia, de coerção de (maus) gerentes bancários quando o cliente solicita um empréstimo. Muitas vezes os clientes são quase que obrigados a contratar um produto que não desejava, como um seguro ou título de capitalização. Isso tem um nome e é proibido pelo código de defesa do consumidor: venda casada.

A boa notícia é que não param de surgir empresas financeiras com atendimento exclusivo por aplicativo (as chamadas Fintechs) focadas no crédito pessoal. Como é tudo feito pelo celular ou tablet, o cliente não é coagido a contratar produtos que não o interessa. É claro que a oferta desses produtos adicionais sempre vai existir por lá, mas sem ser condicionante à contratação do crédito. Se o cliente não quiser, é só não clicar em “aceitar.”

As Fintechs devolvem ao cliente o poder de negociação.

Itaú fecha 212 agências e BB vai transformar 333

App do Itaú e Banco do Brasil
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O Itaú divulgou ontem seu último balanço trimestral. Faturou mais de 7 bilhões durante abril, maio e junho deste ano. Porém registrou o fechamento de 212 agências e anunciou a realização de um Plano de Demissão Voluntária para 6.900 funcionários.

Também ontem, o Banco do Brasil anunciou mais uma remodelagem da sua estrutura de negócio. Entre as medidas, a transformação de 333 agências em Pontos de Atendimento, locais que funcionam como escritórios de negócio (onde não circula dinheiro em espécie), além da realização de mais um PDV para enxugar o quadro de funcionários.

A razão disso tudo é: Digitalização Bancária.

Bancões não falam mais em expandir agências e pontos de atendimento. Falam apenas em expandir aplicativos e negócios online.

Não é mais o futuro. É o presente.

Cartão de crédito da Apple será livre de tarifas

Apple Card sai em Agosto
(Divulgação)

Uma fonte segura do canal de notícias Bloomberg afirmou que a Apple deve lançar já o seu cartão de crédito em parceria com o banco de investimentos Goldman Sachs. A novidade já estaria na praça agora, em agosto.

Veja que interessante: uma empresa de tecnologia vai lançar um produto financeiro. Mais uma prova da tendência de que tecnologia e negócios estarão cada vez mais unidos e dependentes um do outro.

Cartões de crédito sem tarifas são um caminho sem volta. Ninguém quer pagar anuidade. Nubank e Digio estão aí para provar. Quem ainda paga essas tarifas são desavisados ou reprovados em sistemas de risco de crédito. Mas que, muito em breve, também serão atendidos e poderão dar adeus aos abusos das bandeiras.

Confira o resumo das regras de saque do FGTS

Finalmente a novela acabou!

O Governo Federal divulgou, na tarde de hoje, as tão aguardadas regras para saque de contas ativas e inativas do FGTS.

Todos vão poder sacar até R$ 500,00 com data-limite em março/2020. O valor será creditado automaticamente para trabalhadores que possuem conta poupança na Caixa.

Pode parecer pouco, mas cerca de 84,4% das contas de FGTS possuíam saldo inferior a um salário mínimo em 2017. Logo, a abrangência desta regra é larga. Sem falar que, para um assalariado mínimo, R$ 500 é bastante dinheiro.

A novidade está por conta do modalidade de Saque Aniversário: os detentores das contas ativas poderão sacar fatias mais substanciais do fundo anualmente, sem precisar fazer acordo com o patrão para ser demitido e assim ter acesso ao valor do fundo.

Veja mais detalhes no infográfico abaixo:

Infografico do resumo das regras de saque das contas de FGTS
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A novela FGTS: muito lero-lero e nada de concreto

(Internet)
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Prometida como a grande novidade dos 200 dias de governo, a permissão para o saque de parte do FGTS foi adiada sem maiores explicações. Neste meio tempo, discussões entre diversos interessados (tanto no saque quanto na manutenção do fundo) ocorreram.

Há quem acredite que vai sair apenas um “trocado” de R$ 500. Outros dizem que não vai sair nada.

A ansiedade se justifica: o povo quer acesso ao seu dinheiro para ter um respiro nas contas do mês. O governo quer reativar a economia.

Só que o FGTS fornece dinheiro barato para estimular o desenvolvimento de moradias e infraestrutura do Brasil. Por isso que é bastante justificável que ele seja mantido.

Próxima quarta-feira acaba essa novela.

Fim do botão “like”do Instagram é estratégico

(internet)
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Com a desculpa de proteger a saúde mental de seus clientes e desestimular a competição na plataforma, o Instagram testou, por um dia, a desabilitação do botão “like” (ou curtir) nas fotos publicadas. Neste teste, somente o autor conseguia ver quantas curtidas ele recebeu por foto.

Há mais caroço nesse angu. Não podemos esquecer que o número de curtidas é um dado. Um dado que pode gerar renda para influenciadores digitais. Pois uma empresa pode contatar diretamente uma “blogueirinha” para anunciar seu produto, com base nas curtidas que ela gera.

Ao esconder esse dado, o Instagram obriga o anunciante a entrar em contato com o próprio Instagram para ter acesso a dados que indiquem quem são os maiores influenciadores da plataforma. E, fazendo o meio de campo da negociação, é possível cobrar um módico pedágio e faturar uma grana com isso.

Governo acha 140 mil aposentadorias irregulares

(Internet)
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A MP 871, aprovada no início de junho, já está rendendo ao governo uma economia estimada em R$ 21 bilhões em 10 anos. E estes são números preliminares.

Reportagem do jornal O Globo traz a informação de que técnicos do governo federal suspenderam cera de 140 mil benefícios irregulares, como pagamentos realizados após a morte do aposentado, além de fraudes com documentos falsificados.

A Seguridade Social é fundamental para amparar nossos idosos na fase da vida em que temos mais dificuldade de trabalhar. Por isso é fundamental esta auditoria no pagamento dos benefícios, para que o dinheiro vá para quem realmente precisa.

Maia quer mudanças para futuros servidores

(Reprodução)
(Reprodução)

Na entrevista que concedeu à GloboNews, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia defendeu mudanças nas regras para servidores públicos, como o fim da estabilidade, plano de carreira mais estendido, estabelecimentos de metas claras e maior equiparação salarial com o setor privado. De acordo com Maia, em relação ao setor privado, o setor público está caro demais.

Mas os atuais servidores podem ficar tranquilos: Maia deixou claro que as mudanças só valeriam para os que entrarem.

“Na Reforma Administrativa, você mexe mais na construção do futuro que a do passado, você não mexe com quem já está na carreira”, disse Maia.

Chicago Boy a favor de bancos de fomento

(AP Photo/Eraldo)
(AP Photo/Eraldo)

Quem disse que todo formado pela Universidade de Chicago é a favor do estado “mínimo do mínimo do mínimo?”

Pois Joaquim Levy, recém demitido por Bolsonaro do BNDES (sim, demitido virtualmente em público) e com doutorado em economia pela Universidade de Chicago, recentemente defendeu a existência de bancos de fomento como o BNDES. Ele afirmou que esses bancos sempre serão importantes, pois o capital privado nem sempre chega onde é mais necessário. Os bancos públicos, segundo ele, permitem a democratização do crédito.

Pois é, ainda há liberais sensatos no mercado, aqueles que sabem que é preciso lisura na administração dos bancos públicos, mas que sabem de sua importância para os mais pobres.

Chegou o inverno financeiro da Netflix

(Getty Images)
(Getty Images)

Aquilo que muitos (ex-)assinantes suspeitavam está acontecendo: a Netflix entrou oficialmente em decadência.

A empresa anunciou ontem que perdeu nada menos do que 130 mil assinantes somente nos EUA. Como reflexo, suas ações despencaram incríveis 11% em um único dia.

Os motivos já foram esclarecidos neste post, mas vale a pena relembrar resumidamente: baixa renovação do acervo, perda de grandes produtos de terceiros e aumento da concorrência.

A Netflix era a vanguarda da exibição de filmes e séries por streaming. Só que outras produtoras perceberam que esta era uma nova e forte tendência de negócio e resolveram entrar no jogo também. Com isso, a Netflix vai perdendo mercado, o que é saudável para o consumidor, pois as opções aumentam e os preços barateiam.