Nubank libera a função débito para todos

Depois de zerar a fila de espera para avaliação de cartão de crédito, a Nubank agora acelerou de vez. Acabou também com a fila de espera para a ativação da função débito de seu cartão.

Ou seja, se alguém quiser ser cliente da fintech de cartão de crédito mais famosa do Brasil, não vai esperar trocentos dias para ser avaliado e mais trocentos dias para ter a função débito. A aprovação (ou desaprovação) será breve. Sendo aprovado, o cartão já vai múltiplo. Assim, o cliente poderá usar a NuConta não só para pagamentos online, mas também nas compras em estabelecimentos comerciais.

A Nubank já está sendo avaliada em US$ 10 bilhões pelo mercado, depois que a Softbank (multinacional japonesa de telecomunicações e internet) considerou entrar no negócio.

Atlas Quantum continua operando normalmente

Site do Atlas Quantum
(Internet)

Parte dos recursos aplicados pela Carteira Daninvest está alocada na corretora digital Atlas Quantum, cujo sistema de investimento foi detalhado aqui.

Esta corretora ganhou os holofotes nos últimos dias por 2 motivos: pela intensa campanha publicitária e pelo comunicado da CVM para que a corretora interrompa a oferta pública de arbitragem no Brasil.

O que ocorreu foi uma mera trava burocrática. De acordo com a Exame, “essas oportunidades de investimento configuram Contratos de Investimento Coletivo (CIC), nos termos do art. 2°, IX, da Lei n° 6.385, e, portanto, somente podem ser ofertadas publicamente mediante registro ou dispensa na CVM.” 

Ou seja: a Atlas Quantum não pode, temporariamente, captar novos clientes e recursos por falta de um simples registro.

É só providenciar a papelada e tocar o barco.

O que é a tão falada Indústria 4.0

O Brasil tem aproximadamente 12,8 milhões de pessoas desempregadas. É uma das maiores taxas de nossa história.

O senso comum atribui esta expressiva taxa à recessão econômica do biênio 2015-2016 e a lenta recuperação posterior. Porém há alguns que enxergam um motivo a mais para este número: a era da Indústria 4.0.

Também conhecida como a Quarta Revolução Industrial, a ideia da Indústria 4.0 resume-se na reunião de “máquinas inteligentes, análise computacional avançada e trabalho colaborativo entre pessoas conectadas para gerar profundas mudanças e trazer eficiência operacional para setores industriais diversos: manufatura, transporte, energia e saúde.” (Sebrae)

Trocando em miúdos: Indústria 4.0 é a automatização de rotinas por robôs e sistemas inteligentes que processam bilhões de dados.

Há quem defenda que parte considerável do desemprego brasileiro já é reflexo dessa nova era.

Eu tenho minhas dúvidas. O Brasil ainda não é tão desenvolvido assim nesta área.

Mas a tendência é essa.

Derrubando mitos sobre robôs no mercado de trabalho

Alguns entusiastas mais exaltados e empregados mais amedrontados às vezes exageram nas previsões que fazem acerca da automatização do trabalho. É bem verdade que algoritmos inteligentes estão cada vez mais presentes no dia-a-dia das empresas, mas isso não significa necessariamente demissões em massa.

Pois a Ernest & Young, uma das maiores consultorias de empregabilidade do mundo, diz que o diabo não é tão feio quanto parece. Não há dúvida de que o profissional que quer se manter competitivo no mercado de trabalho deve, sim, manter-se atualizado em relação às inovações digitais de sua área. Mas é preciso moderação.

Por isso, a consultoria listou os 3 mitos mais comuns sobre transformação digital no mercado de trabalho:

1 – “Todo o trabalho em escritórios será automatizado;”
No curto e médio prazo, as automações funcionam melhor em tarefas específicas.

2 – “Todos os empregados podem ser substituídos por máquinas;”
Funções estratégicas que exijam análise acurada e criatividade serão dos humanos por um longo tempo.

4 – “As novas tecnologias são a garantia de lucro.”
A tecnologia ajuda a dar velocidade e precisão a um negócio, mas é inútil se não for combinada com uma sólida estratégia de vendas.

Youse valoriza estagiário competente que tornou-se pai

Há empresas que veem a família do empregado como um entrave à sua dedicação, como se o desejável fosse que ele trabalhasse 12 horas por dia, inclusive aos sábados, vivendo apenas para a empresa. Um estilo de vida que, atualmente, pouca gente inveja e deseja.

Não é o caso da Youse, plataforma digital de seguros. Pois o Estadão trouxe, nesse dia dos pais, uma inspiradora reportagem sobre Fernando Fonseca, um estagiário que soube que seria pai aos 25 anos. Como os compromissos financeiros iriam aumentar, ele decidiu abandonar o estágio para buscar um emprego com remuneração maior.

Mas graças à sua competência e verificando que o profissional desejava sair somente pelas novas circunstâncias de sua vida, a Youse resolveu contratar Fernando antes da sua graduação, para não perder o grande profissional que era. Assim ele vai poder usufruir não só de um salário maior, mas também da licença-paternidade e plano de saúde para o bebê que está para chegar.

É um jogo de ganha-ganha: ganha o profissional com os benefícios, ganha a empresa com um colaborador motivado e, por isso, mais produtivo.

A Uber vai falir e seremos obrigados a andar de táxi novamente?

(Justin Sullivan/Getty)

Nesta semana, a Uber reportou um prejuízo trimestral histórico em seu balanço: menos US$ 5,2 bilhões!

Além de investidores, muitos usuários ficaram preocupados com a inviabilidade do negócio. Se a Uber falir, será que vamos ter que voltar a usar táxis caros, cuja maioria são guiados por motoristas boçais?

Calma. Primeiro que um negócio em potencial costuma dar prejuízo nos primeiros anos. A Amazon, por exemplo, só foi reportar lucros após 10 anos.

Segundo que a Uber pode falir sim. Mas já há substitutos em potencial no mercado, como 99, Cabify, entre outras.

Em casos assim, sempre costumo lembrar do exemplo do Napster, aquele programa lançado em 1999 que foi pioneiro no compartilhamento de músicas em MP3. A justiça americana o fez encerrar as atividades na canetada. Porém, a demanda por aquele serviço era tão forte que logo surgiram programas semelhantes e até melhores, como Kazaa e eMule.

A Uber pode deixar de existir sim. Mas sua transformação no conceito de transporte particular é irreversível.

Brasileiro quer é tarifa bancária barata, o resto é conversa

Uma reportagem da Folha de 2014 mostrou que clientes de bancos públicos estavam mais satisfeitos que os de bancos privados por um singelo motivo: custo.

É verdade que, 5 anos depois, as tarifas bancárias e os juros estão mais ou menos equivalentes entre os bancos públicos e privados. Mas a demanda por serviços bancários mais baratos continua. E ela está sendo suprida justamente pelas Fintechs.

Cliente bancário quer preço. Esse conceito de atendimento com encantamento e “consultoria” em finanças é tudo papo-furado, porque o cliente sabe que, no fundo, o banco quer o enrolar para vender produtos mais interessantes para o banco do que para ele, como capitalização por exemplo.

Nesta outra reportagem, um próprio gerente de banco confessa que, antes de tudo, é um vendedor.

As Fintechs estão aproveitando esta demanda reprimida para marcarem sua presença no mercado. E, mesmo cobrando bem menos (ou às vezes nada), conseguem ser lucrativas.

Reforma Tributária pode impulsionar criptomoedas no Brasil

(Internet)

Um interessante artigo de Bruno Meyerhof, publicado no portal Infomoney, joga luz sobre uma possível alternativa às imposições do Estado no que se refere a tributos: as criptomoedas.

Agora que a Reforma da Previdência já são favas contadas, os políticos federais voltam suas atenções para a Reforma Tributária.

E pelas propostas que estão sendo ventiladas, é muito provável que os diversos impostos existentes sejam unificados num só, que deverá incidir sobre as movimentações financeiras. Ou seja, sempre que você sacar dinheiro, realizar uma transferência ou pagar suas compras do mercado no débito, vai pagar imposto.

A alternativa para escapar disso chama-se Bitcoin. Pois como a moeda digital é descentralizada, você não vai precisar pagar imposto a ninguém, e o governo não vai ter acesso às suas transações.

Não que eu seja contra o pagamento de impostos. Acredito no império das leis do Estado. E a sociedade deve bancar financeiramente a sustentação desta estrutura. Mas que seja de forma inteligente e muito, mas muito bem pensada mesmo.

Porque, como diria Capitão Nascimento em Tropa de Elite 2, “O sistema se reorganiza.” O cidadão vai dar um jeito de proteger seu patrimônio.

Fintechs são armas contra a venda casada

Fintechs combatem Venda casada
(internet)

Já perdemos as contas de quantas histórias ouvimos de pessoas próximas, ou na mídia, de coerção de (maus) gerentes bancários quando o cliente solicita um empréstimo. Muitas vezes os clientes são quase que obrigados a contratar um produto que não desejava, como um seguro ou título de capitalização. Isso tem um nome e é proibido pelo código de defesa do consumidor: venda casada.

A boa notícia é que não param de surgir empresas financeiras com atendimento exclusivo por aplicativo (as chamadas Fintechs) focadas no crédito pessoal. Como é tudo feito pelo celular ou tablet, o cliente não é coagido a contratar produtos que não o interessa. É claro que a oferta desses produtos adicionais sempre vai existir por lá, mas sem ser condicionante à contratação do crédito. Se o cliente não quiser, é só não clicar em “aceitar.”

As Fintechs devolvem ao cliente o poder de negociação.

Itaú fecha 212 agências e BB vai transformar 333

App do Itaú e Banco do Brasil
(Internet)

O Itaú divulgou ontem seu último balanço trimestral. Faturou mais de 7 bilhões durante abril, maio e junho deste ano. Porém registrou o fechamento de 212 agências e anunciou a realização de um Plano de Demissão Voluntária para 6.900 funcionários.

Também ontem, o Banco do Brasil anunciou mais uma remodelagem da sua estrutura de negócio. Entre as medidas, a transformação de 333 agências em Pontos de Atendimento, locais que funcionam como escritórios de negócio (onde não circula dinheiro em espécie), além da realização de mais um PDV para enxugar o quadro de funcionários.

A razão disso tudo é: Digitalização Bancária.

Bancões não falam mais em expandir agências e pontos de atendimento. Falam apenas em expandir aplicativos e negócios online.

Não é mais o futuro. É o presente.