A vez das empresas de Tecnologia

Terminei hoje de alocar os recursos disponíveis do fundo. Já havia dado um “spoiler” no Twitter, quando anunciei que havia reforçado minha posição na OI (OIBR3 e OIBR4). Também comprei mais Banco Inter (BIDI4) e na Afluente T (AFLT3). E destinei cerca de 20% do fundo à empresa Positivo Tecnologia (POSI3). A compra deste papel foi realizada em 3 etapas, onde consegui fazer um preço médio de R$ 3,79.

 

O que vejo para o cenário dos próximos meses de 2020

  • O isolamento social vai continuar por um bom tempo ainda. Começará a ser afrouxado em maio/junho com reabertura paulatina da economia;
  • Economia plena mesmo, só a partir de outubro. Nesta época, os hospitais já estarão mais bem equipados, com significativa parcela da população imunizada e a vacina já se encontrará nos estágios finais de criação;
  • Diante deste cenário, empresas com forte viés tecnológico vão continuar com boa demanda pelos seus produtos e serviços, por isso vão perder menos valor e vão se recuperar mais rapidamente.

 

O investimento em Positivo Tecnologia (POSI3) – Razões

  • Possui bons fundamentos contábeis: lucro líquido positivo nos últimos 12 meses e dívida estável.
  • Realizou follow-on no começo do ano, que recheou seu caixa em R$ 353,7 milhões, dando boa liquidez à empresa para atravessar este momento difícil;
  • A Hi Technologies, subsidiária da Positivo, lançou no início do março testes rápidos para detecção de Covid-19. E a Anvisa autorizou que estes testes sejam realizados em farmácia;
  • A demanda por computadores da empresa aumentou durante pandemia. E com o prolongamento do isolamento social, a tendência é que a demanda continue alta devido ao home-office;
  • Está ajudando o governo federal a produzir respiradores, o que pode ser revertido positivamente à sua imagem e à benefícios fiscais;
  • Está renegociando contratos como medida de prevenção para manter caixa;
  • Empresas com perfil tecnológico tendem a sofrer menos com essa pandemia;
  • O gráfico de preço da POSI3, ao final de abril, apontava uma tendência de alta;
  • A alta do dólar encarece produtos importados, o que abre oportunidades para empresas brasileiras.

Fontes:

 

O reforço na OI (OIBR3 e OIBR4)

  • Empresa com grande valor de branding (marca), o que dificulta sua falência pela recuperação judicial;
  • VIVO e TIM planejam comprar sua a parte móvel da marca. Rumores apontam que a venda já está até consolidada. Só estão aguardando o momento mais propício para realizar o anúncio;
  • A empresa está ampliando seus serviços por fibra ótica durante a pandemia. Este recurso entrega um serviço de melhor qualidade ao cliente;
  • Assimetria de risco-retorno altamente positiva.

Fontes:

 

O reforço em Banco Inter e Afluente T

  • Pelos mesmos motivos que entrei nestas empresas, porém aproveitando esta “liquidação” e tendo em vista que são empresas sólidas, com bons fundamentos e ótimas perspectivas futuras.

Twitter não é só política, é também finanças

Hoje tive a certeza de que os investidores também usam o Twitter para buscar informações valiosas e pouco divulgadas sobre empresas com o capital aberto na bolsa.

Pela manhã, escrevi sobre o fato de que estava reforçando minha posição em OIBR3 e OIBR4 e o porquê disso. Em 12 horas, recebi nada menos do que 600 vizualizações neste tweet. Para se ter uma ideia, no mês de abril todo tive 6.702 views em 48 tweets, uma média de apenas 140 visualizações por cada um. E só nesse de hoje tive 4 vezes mais.

Pelo visto o Twitter não serve apenas para ficar discutindo política com robôs.

O espetacular investimento em Banco Pan: 196% de valorização!

 

Era final de janeiro/2019. O Brasil estava há poucos dias sob nova gestão, e a ordem era vender todos os ativos que pudesse. Na Caixa, um dos ativos na mira era a participação no Banco Pan. Segundo fontes do Estadão, o banco estava com pressa se desfazer deste ativo.

Então me deparei com esta notícia da MoneyTimes, dizendo que as ações do ex-banco do Sílvio Santos tiveram forte valorização após o vazamento do Estadão. Identifiquei aí uma boa oportunidade de investimento, já que o mercado adora uma privatização. Chequei os fundamentos da empresa e entrei com o preço a R$ 2,11. A estratégia era vender um ano após o desfazimento da participação da Caixa. Considerava que este era um tempo razoável para que o mercado precificasse corretamente as ações após gestão 100% privada.

Os meses se passaram e o papel foi conquistando valorizações generosas. Em outubro, vendi parte do investimento com valor equivalente ao capital inicial. Ou seja, peguei de volta o valor investido e continuava no papel apenas com o lucro.

Em meados de abril de 2020, devido aos diversos acontecimentos que todos nós já sabemos, percebi que a maré estava virando no governo e que a Caixa tinha problemas demais para se preocupar antes da venda do Banco Pan. Então, no dia 16, coloquei uma ordem de stop loss a R$ 5,45 em todos os papéis que eu tinha. A ordem foi executada uma semana depois.

Resultado: calculando o preço médio das venda em outubro/2019 e abril/2020, chego ao valor de venda final de R$ 6,25. Como comprei todos os papéis a R$ 2,11, chego ao fantástico resultado de 196% de valorização! Praticamente tripliquei o valor investido! Para se ter uma ideia, no mesmo período, o Ibovespa desvalorizou-se -16% e o CDI girou em torno de 5%.

Este investimento me abriu os olhos para empresas pouco faladas na bolsa, as chamadas microcaps e smallcaps. São empresas de menor valor de mercado e menos famosas, mas com imenso potencial de crescimento.

Olho nelas!

Paulo Guedes perde força no governo e privatizações ficam ameaçadas

Sei que o foco do noticiário do dia foi o Ministério da Justiça, mas quero falar da economia. Pois ontem o Ministro da Casa Civil apresentou um programa muito parecido com o PAC de Lula e Dilma. Ambos tem em sua espinha dorsal o crescimento econômico promovido por investimentos do estado. E o projeto foi feito sem a consulta de Paulo Guedes, que é um liberal convicto. Isso evidencia que Guedes não é mais o Posto Ipiranga do presidente. E assim o ministro e seus projetos perdem força.

Isto acende o sinal amarelo nos investimentos calcados em privatizações. Na manhã de hoje, ao avaliar o cenário descrito acima, decidi colocar uma ordem de stop loss em Eletrobras a R$ 24,25. E na semana passada eu já havia colocado uma ordem semelhante nos papéis do Banco Pan, a R$ 5,45, que acabaram sendo executadas hoje à tarde. Havia percebido que a Caixa tinha problemas mais urgentes para pensar no curto e médio prazo do que a venda de sua participação no ex-banco do Sílvio Santos. Falarei com mais detalhes sobre este investimento em breve.

Hoje à noite, mais um forte indício da minoração de Guedes: o Jornal da Record, canal que é amigo do rei, bateu forte em sua figura. Entre as várias críticas feitas, acusou o Ministro da Economia de falta de sensibilidade com os mais pobres.

A maré virou mesmo na macroeconomia brasileira.

Coronavírus atrasa, mas não muda os planos de privatização da Eletrobras

Semana passada, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, externou seu pensamento de que os planos do governo federal para a privatização desta estatal continuam os mesmos, apesar do atraso no cronograma imposto pelo Covid-19. Ferreira Junior acredita que a matéria só será apreciada pelos deputados ao final deste ano, mas que o projeto não será modificado.

Isto confirma as grandes chances de valorização do papel até meados do ano que vem, algo em torno de 75% a partir da cotação de hoje do papel.

Eu concordo com Mansueto Almeida, quando ele diz que não se deve “privatizar por privatizar.” Porém a venda da Eletrobras também era defendida pelo governo Temer. Então é um fato que será consumado em breve.

E como não tenho poder de decisão neste assunto, só me cabe tirar algo de positivo deste evento.

Troca de BOVA11 e TRLP4 por COGN3

Realizei hoje uma troca importante de ativos do fundo Potencial. Vendi minha participação em BOVA11 com prejuízo de 21% e TRLP4 com prejuízo de 19%. Com o valor da venda destes ativos, comprei ações da COGN3.

Qual as razões desta troca?

  1. Acredito que, até o final do ano, o valor das ações em geral estarão no mesmo patamar médio de Dezembro/2019. Acredito que em breve o sistema de saúde brasileiro, tanto público quanto privado, vai estar melhor preparado. A curva de infectados vai continuar mais baixa do que a média mundial e, o mais importante, os brasileiros vão perceber que este vírus, graças a todas estas medidas tomadas, vai infectar menos de 1% de nossa população. Para se ter uma ideia, a quantidade de infectados da Itália e Espanha não chega a 0,5%. Sem falar de diversos estudos com diferentes substâncias e as centenas de vacinas que estão sendo testadas;
  2.  A partir deste cenário, a perspectiva de valorização dos papéis BOVA11 e TRLP4 de hoje até o fim do ano é de 42% e 17% respectivamente. Só que a valorização esperada para COGN3 é de 124%;

Mas por que a COGN3 tem este potencial todo de valorização?

  1. Trata-se de um conglomerado educacional com forte know-how em EAD, tão fundamental no momento que estamos vivendo. Sua plataforma digital possui robustez tecnológica;
  2. A empresa tem liquidez, pois recheou seu caixa no início de fevereiro com um follow-on de ações. Ou seja, tem bastante dinheiro vivo para atravessar a pandemia;
  3. O rating que a Fitch dá para a empresa continua em AA+;
  4. Analistas da Empiricus, Itaú e fundos de investimento indicam ou estão comprando ou mantendo ações em seu portfolio;
  5. Os fundamentos contábeis da empresas estão sólidos, apesar da diminuição de lucros no último trimestre de 2019.

Com este movimento, busco uma maior rentabilidade do fundo até o fim do ano, ao mesmo tempo que enxugo as empresas em que tenho participações, para assim poder acompanhá-las mais de perto.

Fontes:

Empresas do setor elétrico vêm se recuperando bem

(Wilton Jr / Estadão)

A MoneyTimes percebeu que o setor elétrico está se recuperando com vigor. Diz a publicação que “Elétricas seguem tendência de recuperação do mercado. O setor de energia elétrica vem acompanhando a trajetória de recuperação do Ibovespa, ainda que seu desempenho esteja ligeiramente abaixo do registrado pelo mercado.

Só hoje, a Eletrobras subiu 5,29%.

A carteira da Potencial agradece.

Por que 40% do valor do fundo Potencial é composto por empresas de energia?

Alguns notaram que parte considerável do Potencial Multimercado é composta por 3 empresas de energia: Eletrobras, Transmissão Paulista e Afluente T. Por que isso?

Porque acredito demais no potencial do produto destas empresas, que é a eletricidade.

O mundo está cada vez mais digital. E tecnologia não funciona sem energia elétrica. Tecnologia avançando é sinônimo de demanda cada vez maior por força elétrica. Além disso, há uma expectativa de que, daqui a 20 anos, carros elétricos existam em maior quantidade do que carros movidos a gasolina/álcool.

É claro que risco sempre há, como a popularização da energia solar residencial, por exemplo. Porém este é um mercado tão tímido que ainda não representa uma ameaça. E ainda que cresça, estas empresas podem adaptar-se para usar a luz solar para produzir energia.

Mas porque selecionei essas empresas de energia especificamente? Porque, dentre TODAS as empresas de energia listadas na bolsa que pesquisei a fundo, estas são as mais saudáveis e mais lucrativas.

Como anda meu fundo de investimento durante esta crise do Coronavírus?

Quem acompanhou os podcasts que publiquei no meu canal do Youtube viu que aproveitei esta crise para aumentar meu posicionamento em Eletrobras e começar a investir na Afluente T. Mas e no geral, como anda o desempenho em relação ao Ibovespa?

Bom, antes de tudo, devo informar que mudei o nome do meu fundo. Não é mais Daninvest. Desde setembro, passei a chamá-lo de Potencial Fundo Multimercado, pois acredito que é um nome mais aderente à filosofia do fundo: buscar ativos em diversos mercados com alto potencial de valorização, e não apenas aquelas boas pagadoras de dividendos ou geração de caixa.

Agora o desempenho. Em 2019, alcancei uma valorização de 95% frente a valorização de 32% do Ibovespa. Sim, meus caros, foi uma valorização espetacular! E tudo pode ser comprovado pelas notas de negociação que guardo carinhosamente comigo.

Só que este ano as coisas estão mais complicadas, como sabemos. O fundo amargou desvalorização de 29% no 1T-2020. Porém, ainda está bem melhor que o Ibovespa, que fechou o trimestre negativo em 37%.

Atualmente, a carteira do fundo Potencial está composta assim:

Acredito que a bolsa já atingiu seu piso em 2020, e daqui pra frente haverá uma valorização generalizada, pois o Coronavírus está sendo controlado na Europa e no resto do mundo.

É esperar pra ver.