Agora também no Audiovisual

A partir da próxima segunda-feira, o conteúdo do Site do Daniel também estará disponível no audiovisual, com vídeos sendo lançados diariamente em meu canal do Youtube.  Além de artigos, vai ter também tutoriais, registros e qualquer outra coisa que me der na telha.

Vou justificar em números essa alternativa:

Veja o latifúndio que é este mercado de vídeos online!

E os números ainda tendem a crescer. Pois desde 2014, o consumo de vídeos online cresceu 135%. Sem falar que quase todas as TVs vendidas atualmente são SmarTVs, além do fato de 83 milhões de brasileiros ainda não acessarem a internet.

O brasileiro adora a combinação de imagem em movimento + som. Basta ver o alcance que a TV tinha em relação aos jornais e revistas, antes da internet.

Mas como você pode ver na imagem acima, estarei presente em diversas redes sociais.

Aproveita e já se inscreve no canal!

Ainda há uma mina de ouro a ser explorada com a criação de Apps

Você consegue enxergar, no curto e médio prazo, algum dispositivo que vai substituir o celular? Eu não vejo. O que vislumbro num futuro próximo são os celulares literalmente se desdobrando para apresentarem uma tela maior. Mas continuarão sendo nossos computadores portáteis, um instrumento útil para trabalho e diversão.

Aliás, olhe em volta: o que as pessoas fazem em boa parte do seu tempo livre? Estão no Whatsapp, Facebook, Instagram, Netflix (ou em outro streaming), no Youtube, jogando ou usando algum app no celular.

Não é à toa que as emissoras de TV estão em crise, enxugando seu quadro de funcionários. Os bilhões da propaganda estão migrando para o mobile. No EUA, já se investe mais em propaganda online do que na TV aberta. E no Brasil, ano após ano, a TV aberta perde orçamento para a internet.

Ou seja: ainda há um caminhão de dinheiro para ser distribuído aos produtores de conteúdo online. Principalmente para os desenvolvedores de Apps.

Diversos brasileiros já contam com milhões no banco por terem desenvolvido jogos simples e divertidos, como um game de matar formigas. Outros faturam alto com apps de meditação e similares. Bons exemplos não faltam.

E o melhor: é um mercado incipiente, com grande potencial de expansão!

A onda bolsonarista passou

Há um ano atrás, após o 1º turno das eleições 2018, o Brasil vivia uma grande onda bolsonarista. Jair Bolsonaro quase foi eleito Presidente da República no 1º turno e centenas de deputados federais, alguns senadores e até governadores lograram sucesso surfando nesta onda e colando sua imagem ao futuro Presidente.

Só que, 12 meses depois, o cenário é bem diferente e bem mais difícil.

A economia continua patinando e, por isso, o desemprego continua alto. Diversos deputados federais e governadores já debandaram. Uma certa rádio paulista, antes claramente bolsonarista, já disse que não hesitaria em pular fora caso a maré virasse, que “estaria com os ouvintes” e não com Bolsonaro. Uma revista eletrônica anti-Lulista, que havia se agarrado a esta onda para derrotar o ex-presidente, essa semana publicou uma reportagem denunciando que influenciadores digitais eram aliciados financeiramente para falar bem do presidente. O MBL pulou fora em maio. E até mesmo um youtuber roqueiro muito famoso, que era bolsonarista até a alma, está sendo perseguido pelos “simpatizantes” do presidente.

Mas não para por aí. Lá fora, a maré liberal também virou. Mauricio Macri será derrotado na Argentina nas eleições deste fim de ano. Benjamin Netanyahu, aliado de Bolsonaro, também está ameaçado na liderança de Israel. E Donald Trump, o amigão da América, está sofrendo um processo de impeachment.

Tudo isso em menos de 1 ano de mandato.

Ou o desemprego começa a cair mais aceleradamente, ou Bolsonaro terá vida difícil nas eleições de 2022.

 

Versão em Videocast

“Coringa”, com Joaquin Phoenix, é um filme superestimado

Esta é a opinião de um mero fã da franquia “Batman,” especialmente da franquia produzida pelo diretor Cristopher Nolan, e não por um crítico de cinema.

Pois é isso mesmo o que eu acho. Assisti ao “Coringa” do diretor Todd Phillips e interpretado por Joaquin Phoenix e, francamente, não achei isso tudo o que andam falando por aí.

É um filme demasiadamente carregado no drama, na política, no terrorismo e fraco de inteligência e estratégia por parte do vilão, características marcantes no Coringa de Heath Ledger e Nolan. Com seus jogos macabros a la Jigsaw, aquele Coringa despertava os instintos mais sujos da sociedade de Gotham. E nos fazia pensar.

Já este de 2019 está mais para um maluco que se vitimiza e que não tem o charme da sagacidade. É a história do surgimento de um Coringa que não pode ser considerado a origem daquele de Nolan. E por isso decepciona.

O Coringa de 11 anos atrás não era apenas um agente do caos. Ele queria passar a mensagem de que, quando o indivíduo está sem dinheiro ou sem esperança, é capaz de fazer coisas horríveis para sobreviver ou se vingar. Como aconteceu com Harvey Dent, o Duas-Caras.

Já o Coringa de Phillips não quer passar mensagem nenhuma. É apenas um homem perturbado mentalmente que, sem nenhuma estratégia, apenas sai matando ricos para demonstrar sua revolta contra a alta sociedade de Gotham. E, graças a economia em crise, encontra apoio na população, sem nunca realmente ter desejado isso. Além de uma mensagem pobre, ela é perigosa para nosso mundo real.

Quando passar todo esse frenesi em torno do filme (que está sendo potencializado por milhões de dólares em orçamento de marketing), o público vai perceber que o inteligente Coringa de Cristopher Nolan e Heath Ledger continua merecendo o título de melhor antagonista do Batman já visto nos cinemas.

Ações dos bancões estão abaixo da média do Ibovespa

A primavera chegou ao Brasil. Mas os bancões começaram a viver o outono no mercado de capitais.

Digo isso porque a Infomoney percebeu que, passados 67% do ano de 2019, as ações do 4 maiores bancos do Brasil estão com desempenho aquém do esperado, abaixo da média das principais empresas do país, empresas que compõem o Índice Bovespa.

Os grandes investidores do mercado perceberam que as fintechs chegaram para acabar com um oligopólio que se nutria de fartas tarifas e vendas casadas.

E o pior para os bancões é que eles não podem mais contar com amigões de longa data: o Ministério da Economia (antigo Min. da Fazenda) e o Banco Central. Pois os chefes de ambos os departamentos do Governo Federal já deram sinais claros de que vão adotar medidas para abrir cada vez mais o mercado financeiro comercial do país.

iPhone 11, assim como a Apple, não traz nada de revolucionário

Tim Cook, CEO da Apple

O ano é 2007, época de lançamento do iPhone, um produto que revolucionou o mercado de celulares e consolidou a Apple como a empresa de tecnologia mais inovadora daquela década. A Apple ditava tendências. Após alcançar imenso sucesso comercial ao redesenhar os computadores de mesa com o iMac (1998) e os tocadores de MP3 com o iPod (2001), a Apple não havia se acomodado com o sucesso, lançando mais um produto que seria referência em seu segmento, no caso, o iPhone.

Mas o que se tem hoje não é nem sombra do que se tinha há 12 anos atrás.

A Apple não inova mais. Parou de lançar grandes produtos desde 2010, com o iPad (Apple Watch? rá!), fazendo apenas modificações sem graça em seus produtos.

Como ocorreu recentemente com o novo iPhone 11. A mídia americana experimentou-o e foi taxativa: o novo aparelho não traz nenhuma grande novidade.

A morte de Steve Jobs foi a morte do espírito inovador da Apple.

Lamentável.

Projeto do BC é bom para o consumidor, mas por isso mesmo é difícil de acreditar

O Banco Central do Brasil promete implementar um projeto que vai colocar mais lenha na fogueira da guerra das maquininhas.

O regulador financeiro tem o plano de, até o final de 2020, implementar a “Transação Instantânea.” A ideia é que o cliente, ao efetuar uma compra, transfira o dinheiro diretamente para a conta do vendedor, sem a intermediação de terceiros, como bancos e máquinas de cartão.

Atualmente, ao realizar uma compra no débito, a maquininha aciona o banco do cliente. Este autoriza a retirada do dinheiro de sua conta. O valor então é transferido para a máquina que, em até 3 dias úteis, credita-o na conta do vendedor, cobrando uma porcentagem por isso.

Todo este processo pode cair por terra com este novo sistema do BCB. Mas, como mexe no faturamento de poderosos players do mercado, fica difícil acreditar que um dia ele possa sair do papel.

Canais do Youtube com conteúdo infantil podem desaparecer

Depois de concordar em pagar multa de US$ 170 milhões ao Departamento de Justiça dos EUA, o Yotube planeja acabar com anúncios exibidos em vídeos com conteúdo infantil.

Se isso de fato se concretizar, muitos dos canais que hoje são sucesso entre as crianças podem ficar desestimulados a produzirem novos vídeos. Pois os anúncios do adsense (sistema de propaganda automatizada do Google) não rendem rios de dinheiro, mas ajudam a pagar os custos de produção da maioria destes vídeos.

Só restaria aos produtores de conteúdo infantil o merchandising. Mas convenhamos que conquistar este tipo de propaganda dá muito mais trabalho.

Para alguns pais, a morte de certos canais até que não é má notícia.

Professor de Harvard fala ao jovem empreendedor de startups

Muito interessante a entrevista que Steven Neil Kaplan concedeu à Folha. Como economista e professor de Harvard, Kaplan deu um panorama geral sobre a nova cultura de criação de startups, que atualmente é o sonho da maioria dos estudantes americanos. E eu diria que de muitos jovens brasileiros.

Para ele, a vantagem de se abrir um negócio promissor a um custo baixo é seu grande atrativo pois, se não der certo, basta partir para a próxima ideia. Além de ser um trabalho mais empolgante do que em uma empresa mais estruturada.

Sobre o perfil de um empresário bem sucedido, Kaplan diz que o principal é ter um modelo de negócios viável, que faça sentido, e não apenas uma ideia aliada a um espírito de aposta. E é preciso haver uma demanda clara por seu produto ou serviço.

Vale a pena ler a entrevista por completo.

Itaú percebe que não vai mais fazer dinheiro como antigamente

O banco brasileiro mais pujante do momento já percebeu que não vai mais fazer seu acionista sorrir como antes.

Em evento promovido ontem junto à analistas e investidores, o Itaú admitiu que a ascensão das fintechs está tirando o sono de seus dirigentes. E que os níveis de lucros bilionários do passado (e presente) tendem a cair.

Para se ter uma ideia da preocupação, basta verificar o balanço dos bancões. Cerca de 15% a 30% do faturamento anual vem de cobrança de tarifas, algo que as fintechs quase não cobram.

E se levarmos em conta que as vendas (quase sempre casadas) de seguros  tendem a diminuir consideravelmente, uma vez que a contratação de crédito não será mediada por um gerente com metas, podemos falar que o faturamento dos bancões pode cair de 40% a 50% em média. Isso só não vai acontecer se alguma manobra política aparecer para proteger o oligopólio.

Apesar disso, eles ainda poderão ser bem lucrativos. Mas vão ter que cortar absurdamente os custos.