Ainda há uma mina de ouro a ser explorada com a criação de Apps

Você consegue enxergar, no curto e médio prazo, algum dispositivo que vai substituir o celular? Eu não vejo. O que vislumbro num futuro próximo são os celulares literalmente se desdobrando para apresentarem uma tela maior. Mas continuarão sendo nossos computadores portáteis, um instrumento útil para trabalho e diversão.

Aliás, olhe em volta: o que as pessoas fazem em boa parte do seu tempo livre? Estão no Whatsapp, Facebook, Instagram, Netflix (ou em outro streaming), no Youtube, jogando ou usando algum app no celular.

Não é à toa que as emissoras de TV estão em crise, enxugando seu quadro de funcionários. Os bilhões da propaganda estão migrando para o mobile. No EUA, já se investe mais em propaganda online do que na TV aberta. E no Brasil, ano após ano, a TV aberta perde orçamento para a internet.

Ou seja: ainda há um caminhão de dinheiro para ser distribuído aos produtores de conteúdo online. Principalmente para os desenvolvedores de Apps.

Diversos brasileiros já contam com milhões no banco por terem desenvolvido jogos simples e divertidos, como um game de matar formigas. Outros faturam alto com apps de meditação e similares. Bons exemplos não faltam.

E o melhor: é um mercado incipiente, com grande potencial de expansão!

A onda bolsonarista passou

Há um ano atrás, após o 1º turno das eleições 2018, o Brasil vivia uma grande onda bolsonarista. Jair Bolsonaro quase foi eleito Presidente da República no 1º turno e centenas de deputados federais, alguns senadores e até governadores lograram sucesso surfando nesta onda e colando sua imagem ao futuro Presidente.

Só que, 12 meses depois, o cenário é bem diferente e bem mais difícil.

A economia continua patinando e, por isso, o desemprego continua alto. Diversos deputados federais e governadores já debandaram. Uma certa rádio paulista, antes claramente bolsonarista, já disse que não hesitaria em pular fora caso a maré virasse, que “estaria com os ouvintes” e não com Bolsonaro. Uma revista eletrônica anti-Lulista, que havia se agarrado a esta onda para derrotar o ex-presidente, essa semana publicou uma reportagem denunciando que influenciadores digitais eram aliciados financeiramente para falar bem do presidente. O MBL pulou fora em maio. E até mesmo um youtuber roqueiro muito famoso, que era bolsonarista até a alma, está sendo perseguido pelos “simpatizantes” do presidente.

Mas não para por aí. Lá fora, a maré liberal também virou. Mauricio Macri será derrotado na Argentina nas eleições deste fim de ano. Benjamin Netanyahu, aliado de Bolsonaro, também está ameaçado na liderança de Israel. E Donald Trump, o amigão da América, está sofrendo um processo de impeachment.

Tudo isso em menos de 1 ano de mandato.

Ou o desemprego começa a cair mais aceleradamente, ou Bolsonaro terá vida difícil nas eleições de 2022.

 

Versão em Videocast

“Coringa”, com Joaquin Phoenix, é um filme superestimado

Esta é a opinião de um mero fã da franquia “Batman,” especialmente da franquia produzida pelo diretor Cristopher Nolan, e não por um crítico de cinema.

Pois é isso mesmo o que eu acho. Assisti ao “Coringa” do diretor Todd Phillips e interpretado por Joaquin Phoenix e, francamente, não achei isso tudo o que andam falando por aí.

É um filme demasiadamente carregado no drama, na política, no terrorismo e fraco de inteligência e estratégia por parte do vilão, características marcantes no Coringa de Heath Ledger e Nolan. Com seus jogos macabros a la Jigsaw, aquele Coringa despertava os instintos mais sujos da sociedade de Gotham. E nos fazia pensar.

Já este de 2019 está mais para um maluco que se vitimiza e que não tem o charme da sagacidade. É a história do surgimento de um Coringa que não pode ser considerado a origem daquele de Nolan. E por isso decepciona.

O Coringa de 11 anos atrás não era apenas um agente do caos. Ele queria passar a mensagem de que, quando o indivíduo está sem dinheiro ou sem esperança, é capaz de fazer coisas horríveis para sobreviver ou se vingar. Como aconteceu com Harvey Dent, o Duas-Caras.

Já o Coringa de Phillips não quer passar mensagem nenhuma. É apenas um homem perturbado mentalmente que, sem nenhuma estratégia, apenas sai matando ricos para demonstrar sua revolta contra a alta sociedade de Gotham. E, graças a economia em crise, encontra apoio na população, sem nunca realmente ter desejado isso. Além de uma mensagem pobre, ela é perigosa para nosso mundo real.

Quando passar todo esse frenesi em torno do filme (que está sendo potencializado por milhões de dólares em orçamento de marketing), o público vai perceber que o inteligente Coringa de Cristopher Nolan e Heath Ledger continua merecendo o título de melhor antagonista do Batman já visto nos cinemas.