Nubank libera a função débito para todos

Depois de zerar a fila de espera para avaliação de cartão de crédito, a Nubank agora acelerou de vez. Acabou também com a fila de espera para a ativação da função débito de seu cartão.

Ou seja, se alguém quiser ser cliente da fintech de cartão de crédito mais famosa do Brasil, não vai esperar trocentos dias para ser avaliado e mais trocentos dias para ter a função débito. A aprovação (ou desaprovação) será breve. Sendo aprovado, o cartão já vai múltiplo. Assim, o cliente poderá usar a NuConta não só para pagamentos online, mas também nas compras em estabelecimentos comerciais.

A Nubank já está sendo avaliada em US$ 10 bilhões pelo mercado, depois que a Softbank (multinacional japonesa de telecomunicações e internet) considerou entrar no negócio.

Atlas Quantum continua operando normalmente

Site do Atlas Quantum
(Internet)

Parte dos recursos aplicados pela Carteira Daninvest está alocada na corretora digital Atlas Quantum, cujo sistema de investimento foi detalhado aqui.

Esta corretora ganhou os holofotes nos últimos dias por 2 motivos: pela intensa campanha publicitária e pelo comunicado da CVM para que a corretora interrompa a oferta pública de arbitragem no Brasil.

O que ocorreu foi uma mera trava burocrática. De acordo com a Exame, “essas oportunidades de investimento configuram Contratos de Investimento Coletivo (CIC), nos termos do art. 2°, IX, da Lei n° 6.385, e, portanto, somente podem ser ofertadas publicamente mediante registro ou dispensa na CVM.” 

Ou seja: a Atlas Quantum não pode, temporariamente, captar novos clientes e recursos por falta de um simples registro.

É só providenciar a papelada e tocar o barco.

As baterias de celular feitas de grafeno vêm aí

Um dos maiores dramas do cidadão classe média do século XXI – a pequena duração da bateria de celular e o grande tempo usado para carregá-lo – pode ter fim em 2020.

A Samsung planeja mudar a composição de suas baterias de celular de lítio para o grafeno. E quer lançar modelos de celular com este tipo de bateria já no ano que vem.

E quais são as vantagens deste material?

1. Recarregamento mais rápido. Baterias de grafeno podem ter a carga completa em apenas meia hora;

2. Maior durabilidade. O grafeno demora mais tempo para desgastar-se do que o lítio. A bateria vai demorar mais tempo para ficar “viciada”;

3. Maior segurança. Volta e meio ficamos sabendo de alguns casos de baterias que pegaram fogo. De acordo com os especialistas, as características do grafeno diminuem drasticamente as chances de superaquecimento.

O que é a tão falada Indústria 4.0

O Brasil tem aproximadamente 12,8 milhões de pessoas desempregadas. É uma das maiores taxas de nossa história.

O senso comum atribui esta expressiva taxa à recessão econômica do biênio 2015-2016 e a lenta recuperação posterior. Porém há alguns que enxergam um motivo a mais para este número: a era da Indústria 4.0.

Também conhecida como a Quarta Revolução Industrial, a ideia da Indústria 4.0 resume-se na reunião de “máquinas inteligentes, análise computacional avançada e trabalho colaborativo entre pessoas conectadas para gerar profundas mudanças e trazer eficiência operacional para setores industriais diversos: manufatura, transporte, energia e saúde.” (Sebrae)

Trocando em miúdos: Indústria 4.0 é a automatização de rotinas por robôs e sistemas inteligentes que processam bilhões de dados.

Há quem defenda que parte considerável do desemprego brasileiro já é reflexo dessa nova era.

Eu tenho minhas dúvidas. O Brasil ainda não é tão desenvolvido assim nesta área.

Mas a tendência é essa.

Derrubando mitos sobre robôs no mercado de trabalho

Alguns entusiastas mais exaltados e empregados mais amedrontados às vezes exageram nas previsões que fazem acerca da automatização do trabalho. É bem verdade que algoritmos inteligentes estão cada vez mais presentes no dia-a-dia das empresas, mas isso não significa necessariamente demissões em massa.

Pois a Ernest & Young, uma das maiores consultorias de empregabilidade do mundo, diz que o diabo não é tão feio quanto parece. Não há dúvida de que o profissional que quer se manter competitivo no mercado de trabalho deve, sim, manter-se atualizado em relação às inovações digitais de sua área. Mas é preciso moderação.

Por isso, a consultoria listou os 3 mitos mais comuns sobre transformação digital no mercado de trabalho:

1 – “Todo o trabalho em escritórios será automatizado;”
No curto e médio prazo, as automações funcionam melhor em tarefas específicas.

2 – “Todos os empregados podem ser substituídos por máquinas;”
Funções estratégicas que exijam análise acurada e criatividade serão dos humanos por um longo tempo.

4 – “As novas tecnologias são a garantia de lucro.”
A tecnologia ajuda a dar velocidade e precisão a um negócio, mas é inútil se não for combinada com uma sólida estratégia de vendas.

As 9 profissões ligadas a TI com grande potencial de crescimento

(internet)

Continuando a lógica do post anterior, vou escrever agora sobre 9 tipos de trabalho aliados à tecnologia e com grande potencial de crescimento.

De acordo com 3 empresas que tratam do assunto (Robert Half do Brasil, Center for the Future of Work e O Futuro das Coisas), as 9 profissões em questão são essas:

1. Detetive de Dados: especialista em identificar tendências de consumo de clientes e possíveis clientes;

2. Facilitador de TI: cria plataformas automatizadas para usuários criarem seus próprio sistemas;

3. Talker: “companhia” digital de idosos, prestando atendimento através de plataformas digitais;

4. Gerente de equipe humanos-máquinas: responsável pela sinergia de esforços entre colaboradores humanos e automatizados;

5. Alfaiate Digital: especialista em formatar peças de roupas com medidas precisas para venda online;

6. Gestor de E-learning: diretor de escola digital. Responsável pela gestão de EAD, as famosas aulas remotas.

7. Consultor em transformação digital: orientador de empresas para readequação do negócio ao mundo digital;

8. Curador de Memórias Pessoais: especialista em recriar memórias de idosos com doenças degenerativas, através de VR (Realidade Virtual) e AR (Realidade Aumentada);

9. Especialista em Blockchain: profissional com foco nas transações comerciais utilizando a mesma tecnologia das criptomoedas.

Como ter emprego pelos próximos 4 anos

(Internet)

O jornal O Globo trouxe anteontem uma matéria interessante sobre as profissões que mais vão gerar vagas até 2023. A tecnologia, é claro, vai ditar a empregabilidade do trabalhador.

E não estamos falando das famosas startups, e sim de áreas como a indústria metalmecânica e a medicina, por exemplo.

Na indústria metalmecânica, os robôs estão ficando cada vez mais complexos, o que vai exigir conhecimentos mais especializados dos operadores.

Na área médica, a tecnologia está ajudando na redução de custos dos hospitais com gastos médicos. Pois através da inteligência artificial, é possível chegar a um diagnóstico mais rápido e preciso.

É claro que essas novas oportunidades vão exigir do trabalhador maior qualificação. Mas não estamos falando de cursar faculdade na área, e sim de ensino médio técnico ou um curso especializado na atividade. De acordo com a reportagem, será preciso qualificar nada menos do que 10,5 milhões de trabalhadores.

Viu só? Serão mais de 10 milhões de oportunidades futuras.

Youse valoriza estagiário competente que tornou-se pai

Há empresas que veem a família do empregado como um entrave à sua dedicação, como se o desejável fosse que ele trabalhasse 12 horas por dia, inclusive aos sábados, vivendo apenas para a empresa. Um estilo de vida que, atualmente, pouca gente inveja e deseja.

Não é o caso da Youse, plataforma digital de seguros. Pois o Estadão trouxe, nesse dia dos pais, uma inspiradora reportagem sobre Fernando Fonseca, um estagiário que soube que seria pai aos 25 anos. Como os compromissos financeiros iriam aumentar, ele decidiu abandonar o estágio para buscar um emprego com remuneração maior.

Mas graças à sua competência e verificando que o profissional desejava sair somente pelas novas circunstâncias de sua vida, a Youse resolveu contratar Fernando antes da sua graduação, para não perder o grande profissional que era. Assim ele vai poder usufruir não só de um salário maior, mas também da licença-paternidade e plano de saúde para o bebê que está para chegar.

É um jogo de ganha-ganha: ganha o profissional com os benefícios, ganha a empresa com um colaborador motivado e, por isso, mais produtivo.

A Uber vai falir e seremos obrigados a andar de táxi novamente?

(Justin Sullivan/Getty)

Nesta semana, a Uber reportou um prejuízo trimestral histórico em seu balanço: menos US$ 5,2 bilhões!

Além de investidores, muitos usuários ficaram preocupados com a inviabilidade do negócio. Se a Uber falir, será que vamos ter que voltar a usar táxis caros, cuja maioria são guiados por motoristas boçais?

Calma. Primeiro que um negócio em potencial costuma dar prejuízo nos primeiros anos. A Amazon, por exemplo, só foi reportar lucros após 10 anos.

Segundo que a Uber pode falir sim. Mas já há substitutos em potencial no mercado, como 99, Cabify, entre outras.

Em casos assim, sempre costumo lembrar do exemplo do Napster, aquele programa lançado em 1999 que foi pioneiro no compartilhamento de músicas em MP3. A justiça americana o fez encerrar as atividades na canetada. Porém, a demanda por aquele serviço era tão forte que logo surgiram programas semelhantes e até melhores, como Kazaa e eMule.

A Uber pode deixar de existir sim. Mas sua transformação no conceito de transporte particular é irreversível.

Brasileiro quer é tarifa bancária barata, o resto é conversa

Uma reportagem da Folha de 2014 mostrou que clientes de bancos públicos estavam mais satisfeitos que os de bancos privados por um singelo motivo: custo.

É verdade que, 5 anos depois, as tarifas bancárias e os juros estão mais ou menos equivalentes entre os bancos públicos e privados. Mas a demanda por serviços bancários mais baratos continua. E ela está sendo suprida justamente pelas Fintechs.

Cliente bancário quer preço. Esse conceito de atendimento com encantamento e “consultoria” em finanças é tudo papo-furado, porque o cliente sabe que, no fundo, o banco quer o enrolar para vender produtos mais interessantes para o banco do que para ele, como capitalização por exemplo.

Nesta outra reportagem, um próprio gerente de banco confessa que, antes de tudo, é um vendedor.

As Fintechs estão aproveitando esta demanda reprimida para marcarem sua presença no mercado. E, mesmo cobrando bem menos (ou às vezes nada), conseguem ser lucrativas.