A “Napsterização” do Sistema Financeiro Nacional

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Quem tem seus trinta e poucos anos deve se lembrar que, no ano 2000, popularizou-se no Brasil e no mundo um programa de troca de músicas no formato MP3 chamado Napster. A galera mais nova talvez não saiba, mas para ouvir música antes do Napster era preciso comprar um disco caro (CD ou Vinil), com apenas uma ou duas faixas que te interessavam, dentro de quatorze. Este formato de venda de músicas fez a fortuna das grandes gravadoras por décadas. O mercado fonográfico era um dos mais poderosos do mundo.

O Napster fez ruir esse poder. A troca de músicas em MP3 pelas pessoas através da internet começou a ser muito malvista pelos poderosos das gravadoras. Então lançavam campanhas dizendo que pessoas comuns que baixavam MP3 eram coniventes com o crime, além de gerar toneladas de processos contra o pobre Napster. Nada disso adiantou. Tudo bem que as gravadoras conseguiram fechar o Napster na justiça, mas a demanda latente por consumo barato, personalizado e digital de música ganhou popularidade. Logo surgiram diversos programas similares e melhores que o Napster e, na esteira dessa novidade, os tocadores de MP3 (entre eles, o iPod). Resultado: as gravadoras, todas, sem exceção, perderam seu faturamento milionário. E, a partir de então, as poucas que sobraram passaram a viver à míngua. É bem verdade que os artistas foram de certa forma afetados. Porém, estes logo reajustaram seus cachês e continuaram a enriquecer suprindo a demanda por entretenimento ao vivo. Foi por isso é que a militância entre os artistas contra os MP3 não foi tão forte. Ao contrário: quanto mais pessoas ouvissem suas músicas, mais cheios ficavam os shows.

Outro caso similar recente aconteceu entre Uber x Táxi. A forte demanda por um serviço mais barato, mais justo e qualificado de transporte individual acabou por diminuir o faturamento em mais de 50% de taxistas estúpidos e arrogantes, que muitas vezes recusavam corridas, não tinham troco e colocavam o preço que queriam.

No sistema financeiro também está ocorrendo algo parecido. Está em pleno curso a “napsterização” e a “uberização” do sistema financeiro nacional. As chamadas “Fintechs,” os aplicativos financeiros, estão ganhando popularidade. Há aí uma clara demanda da nova geração em usar serviços bancários através do Smartphone, Internet Banking e outros canais de autoatendimento.

Só que os bancos estão sendo mais inteligentes que as gravadoras e os taxistas. Em vez de tentarem barrar na marra o avanço tecnológico, eles apropriaram-se desta nova forma de se fazer negócios para reduzir seus custos e aumentar seus lucros. Assim continuam faturando bilhões até hoje. Quem está sofrendo com as fintechs não são os banqueiros, são os bancários.

Nada menos do que 20.000 postos de trabalho em banco foram fechados em 2016. É uma tendência irreversível. Pois a nova geração não gosta de ir a banco. Basta ver quem é o publico que mais comparece às agências: acima de 40 anos e avessos à tecnologia. Os mais jovens querem resolver tudo através de aplicativos, caixas eletrônicos ou pelo internet banking.

Não me parece que tudo o que for atendimento presencial vai sumir. Mas está claro que eles vão ficar restritos a um público cada vez mais qualificado, aqueles 5% mais ricos do país.

Meu conselho a você que é bancário: comece urgentemente alguma faculdade ou pós-graduação em Tecnologia da Informação. Ou algum curso de renome nesta área. Com a sua vivência bancária aliada à crescente demanda por profissionais que cuidem do atendimento digital, você continuará a ter emprego no banco em que trabalha. E com grandes chances de ascensão.

O quê? Você é daqueles que não gostam nem de ouvir em falar em códigos ou programação? Então esteja entre os melhores profissionais de vendas em sua instituição financeira. Pode ser que você tenha alguma chance no longo prazo.

TI está entre os 10 setores que mais receberam aumento salarial em 2018

Uma pesquisa realizada pela PageGroup no Brasil constatou que o setor de Tecnologia da Informação foi um dos que mais receberam aumento salarial no ano passado.

Não é para menos. Com a alta demanda de mercado para mentes capacitadas a trabalhar na área e baixa formação de profissionais, é de se esperar que os que já estão inseridos no mercado recebam generosas ofertas para que não troquem de empresa.

Além de TI, os setores de RH, Serviços Financeiros, Vendas, Contabilidade, Varejo, Imobiliário, Seguros, Saúde e Engenharia também estão entre os dez  que mais valorizaram financeiramente seus profissionais.

Você trabalha em algum deles?

É furada ser day-trader, não caia nessa

Há cerca de 3 meses atrás, saiu no jornal Valor Econômico uma reportagem que fazia uma análise realista de investidores que tentaram ser day-traders na bolsa de valores. A constatação foi desanimadora, porém de acordo com o que investidores sérios da área já sabiam: 90% dos que entraram nessa tiveram prejuízo. Pior ainda: apenas 1% obteram lucros acima de R$ 300, o que um motorista de Uber também faz.

São dados mais do que suficientes para que você, que pensa em ganhar dinheiro apenas sendo ágil com os cliques do mouse, desista desta ideia. É dificílimo competir com os robôs das grandes corretoras.

Como demonstrou o estudo, é mais vantajoso ser motorista do Uber.

Empresas estatais brasileiras vão emagrecer

O STF julgou ontem a liminar de Ricardo Lewandowisk que proibia a venda de empresas estatais sem o aval do congresso. Ficou definido que as matrizes nã podem ser vendidas sem a autorização do parlamento. Mas as subsidiárias, que são as empresas em que as estatais possui participação, não. Estas podem ser vendidas na canetada.

Vai se cumprindo a promessa do secretário-geral das privatizações, Salim Mattar, de que, ao final do governo Bolsonaro-Paulo Guedes, só restarão Petrobras, Banco do Brasil e Caixa, porém “magrinhas.”

Que estas medidas se traduzam em competição, emprego e renda, para valerem a pena.

Cursos bons e grátis de Javascript, Python, PHP, MySQL e outros

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As oportunidades na área de Tecnologia da Informação não param de crescer. E se você tem vontade de migrar para o mundo da programação de websites, apps ou softwares, saiba que não é tão difícil quanto parece. Nem tão caro.

Aí vai uma dica ótima: O canal Curso em Vídeo, do professor Gustavo Guanabara.

Lá você vai encontrar cursos bons e grátis de Javascript, Python, MySQL, Algoritmos, HTML5, entre outros. Guanabara possui uma excelente didática, além de caprichar na edição os vídeos.

O ponto negativo é que são cursos bem básicos. Funcionam mais como uma primeira marcha para colocar um carro parado em movimento. Lá você aprenderá apenas a sintaxe e a estrutura das linguagens, além de sua história. Mas para quem está começando do zero, é o lugar certo!

Uma dica: comece pelo curso de Algoritmos. Pois é ele que vai te dar a base para aprender qualquer linguagem de programação, uma vez que quase todas trabalham com as mesmas estruturas de variáveis, repetições e procedimentos.

 

Quem souber trabalhar e analisar Biga Data vai ser o cara!

Se você ainda não conhece termo, prepare-se: quem for craque em Big Data será disputado a tapa no mercado.

Big Data é mais do que a tradução simplória de “Grandes Dados.” Significa um imenso volume de dados coletados por plataformas digitais através dos hábitos dos seus usuários.

O simples movimento de você entrar no Instagram, curtir uma foto e comentar já oferece uma quantidade enorme de dados sobre sua pessoa, como sexo, idade, gostos, horário de uso, etc. Agora multiplique toda essa informação por milhões de usuários da plataforma. Isto é Big Data.

E para que serve isso? Ora, para que a Netflix ofereça um filme de acordo com os últimos filmes e séries que você viu; para que o Facebook exiba um anúncio que seja útil a você; para que o iFood sugira restaurantes que sejam do seu agrado.

Dito assim, o conceito parece simplista, mas a análise do consumidor através da Big Data gera para as empresas uma economia de milhões de dólares/reais em publicidade, já que seu direcionamento é mais certeiro. Há também o aumento das receitas, pois as empresas conseguem oferecer produtos de acordo com o perfil do cliente, aumentando as chances de venda e, por consequência, seu ticket-médio.

Conheça Big Data, estude, se aprofunde. E abrace o sucesso!

7 dicas para ser estável na iniciativa privada

Um dos maiores atrativos do emprego público é, sem dúvida, a estabilidade. Porém é possível ser estável também na iniciativa privada. Eis as dicas:

  1. Busque qualificação sempre;
  2. A cada 6 meses, atualize seu currículo com uma habilidade ou dado novo;
  3. Busque um emprego com carteira assinada;
  4. Seja responsável e profissional;
  5. Fale pouco;
  6. Tenha um “colchão financeiro”;
  7. Tenha uma rede de contatos ativa.

Para mais detalhes, confira meu artigo completo.

Quanto rende por download um App na Play Store?

Cerca de R$ 0,08 por download em média, com dólar a R$ 4.

Como cheguei à essa conclusão?

Não fui eu. De acordo com os cálculos desse artigo, o valor médio chega a R$ 0,08 por download (US$ 0,02).

Ou seja, se você conseguir 50.000 downloads, a tendência é que seu aplicativo consiga uma renda de R$ 4.000 com Adsense. Falo tendência porque vai depender das pessoas clicarem e visualizarem seus anúncios.

Isso sem contar com a Apple Store. Se o seu aplicativo for bom mesmo, pessoas pagarão por ele. E a comissão da Apple Store é a mais generosa de todas.

 

Frameworks e IDEs: a Programação do Séc XXI

Ainda há aqueles programadores jurássicos que andam a falar mal de que usa ferramentas para agilizar a programação de sistemas. Entende-se por jurássicos até mesmo jovens de vinte e poucos anos que se deixaram influenciar totalmente por professores de Fortran.

É impressionante que, em pleno século XXI, em 2018, ainda tem gente que usa apenas o Notepad ++ para programar. Não querem saber de Angula.js, Boostrap, Eclipse, Sublime, Adobe Animate… dizem que programar arrastando não é programar. Que programar de verdade é programar no bloco de notas.

Continuem assim e serão facilmente ultrapassados.

Qualifique-se e se imponha no mercado

A grande maioria da massa dos desempregados brasileiros carecem, infelizmente, de qualificação ou demanda de sua qualificação.

Ou eles não são bons o suficiente para superar seus concorrentes, ou o conhecimento que detém não é tão importante assim para o mercado de trabalho. Por isso, a qualificação direcionada é a chave para sempre ter trabalho. É o remédio certo para o desemprego.

Mais do que isso. Com qualificação única, você pode demitir seu patrão mala, pois conseguiu um emprego melhor em outra empresa.

Qualificação é tudo. Estude, estude, estude!