Mercado vê com bons olhos o relatório da Reforma da Previdência

Apesar do beicinho feito por Paulo Guedes, a Infomoney traz nesta segunda-feira reportagem afirmando que diversos grandes players do mercado financeiro gostaram do relatório do Deputado Samuel Moreira, considerando-o “robusto.” A economia está perto de 900 bilhões em 10 anos, ou seja, uns R$ 90 bilhões anuais de economia. Para se ter uma ideia, o déficit fiscal de 2019 está em cerca de R$ 100 bilhões. Ou seja, a Reforma da Previdência traz um senhor ajuste de contas.

Talvez o Ministro da Economia esteja sozinho na sua opinião. Ou talvez seja apenas uma estratégia para que o Parlamento pense que conseguiu uma vitória sobre o governo.

O Brasil vai melhorar.

Governo regulariza empréstimos por Pessoas Físicas

A Lei Complementar 167/19 foi sancionada em abril, mas passou batido. Ela refere-se a autorização para que Pessoas Físicas emprestem dinheiro a outras pessoas, podendo cobrar juros e, em caso de inadimplência, executem a dívida na justiça.

Antes desta lei, a atividade era malvista, pois era considerada agiotagem, onde imperava juros extorsivos cujas dívidas não pagas eram cobradas com ameaças nada republicanas ao tomador. Agora, a tendência é que o crédito seja democratizado e, com isso, os juros baixem, desconcentrando o mercado de crédito brasileiro e estimulando a competitividade.

É uma excelente notícia para microempreendedores que, na maioria dos casos, são negligenciados no mercado de crédito.

Brasil caminha novamente para recessão em 2019

Uma notícia triste para os 13 milhões de desempregados: uma nova recessão pode estar se formando no curto prazo.

Pois o 1º trimestre deste ano não foi nada animador. Registrou-se uma contração da economia de 0,2% em relação ao quarto trimestre de 2018. E abril continua sem bons números: expectativa de recuo de 0,47% nas atividades econômicas, de acordo com o Banco Central.

Caso sejam registrados 2 trimestres consecutivos de queda, já pode ser considerado que a economia está em recessão.

Portanto, se você está desempregado, redobre seus esforços e sua qualificação. E se você está empregado, agradeça aos céus e evite comprar financiado.

A esperança é que, com a aprovação da Reforma da Previdência, o Brasil comece a receber investimentos ao final do 3º trimestre, fazendo com que 2020 seja um ano bem mais próspero.

Paulo Guedes também queria a saída de Levy do BNDES

É um erro achar que apenas Bolsonaro foi o responsável pela carta de demissão de Joaquim Levy. Ainda no sábado, no mesmo dia em que o Presidente do Brasil fez as polêmicas declarações em relação ao então presidente do BNDES, Paulo Guedes mostrou compreensão com a “angústia” de Bolsonaro. E o ministro já estava pressionando Levy há algum tempo. Ele queria que Levy providenciasse a devolução de bilhões aportados pelo Tesouro Nacional ao banco na era PT.

Paulo Guedes, porém, sai chamuscado do episódio. Foi ele quem bancou o ex-Ministro da Fazenda do Governo Dilma e ex-Secretário do Tesouro Nacional no governo Lula.

Sim, Paulo Guedes pode falhar.

Mercado não liga para Moro e Dallagnol

A bolsa de valores de São Paulo fechou praticamente estável no dia de hoje. Bem diferente do “Joesley Day”, o dia em que foram divulgadas conversas entre o dono da Friboi e Michel Temer. Naquele dia, o Ibovespa despencou 10% e o circuit braker foi acionado. Desta vez, nada parecido.

Deve ser porque os desdobramentos desse caso são bastante diferentes. E mais suaves, do ponto de vista dos negócios. Pois o que está na mira é um ministro demissível e um ex-presidente popular preso. O máximo que pode acontecer é Moro cair e Lula ser solto. E vida que segue.

É claro que o correto é que um juiz mantenha distância da acusação e da defesa. O caso deve ser investigado. Mas nada que abale as estruturas da República.

Já está funcionando o Wi-Fi grátis do Google

O sonho de navegar gratuitamente pela internet está se tornando realidade: o Google já colocou para funcionar em São Paulo o seu Google Station, que são pontos de internet wi-fi totalmente gratuitos. A ideia é que este seja o experimento piloto para que, muito em breve, a ideia se espalhe pelas capitais brasileiras.

Fica claro que vai haver um problema lá na frente. Pois como ficam os interesses das empresas de telecomunicações? É sabido que as ligações telefônicas estão diminuindo e o uso de dados está aumentando. Aliás, ligações telefônicas podem ser feitas através do uso de dados, vide Whatsapp.

Ou seja: vender plano de dados é tudo o que resta para as operadoras de telefonia. Se o Google oferecer seu único business gratuitamente em larga escala, a briga vai ser feia!

A prova de que o livre mercado pode dar certo

A guerra das maquininhas é uma prova cabal de que o mercado, quando é livre de fato, pode sim ser bom para o povo.

Há 5 anos atrás, apenas três máquinas de cartão reinavam absolutas no mercado: Cielo, Rede e Getnet. Até que, um belo dia, o PagSeguro lançou sua moderninha. Logo atrás vieram muitas outras: Stone, Safra Pay e muitas outras, todas com preços cada vez menores. Até que, neste ano, a Rede se coçou e baixou seus preços também. O Itaú, seu banco controlador, decidiu zerar a taxa de antecipação da máquina.

Ou seja, a chamada “guerra das maquininhas” fizeram com que os preços baixassem para o consumidor.

Quando não há cartel, quando impera a livre concorrência, Adam Smith ganha razão.

Para selecionar ações, siga sua intuição

Veja este vídeo em que Luiz Barsi, o Warren Buffet brasileiro, comenta que fatores ele avalia para selecionar uma ação de longo prazo para investir:

Perceba que são nada menos do que 8 fatores para serem analisados antes de se investir em ações de uma empresa. 8 fatores é muita coisa para se analisar de uma empresa. Apenas os profissionais do mercado financeiro dispõem de tempo e interessa para tal.

Tudo isso pode ser resumido em uma só palavra: INTUIÇÃO.

Em outras palavras: estude a empresa, estude o futuro do mercado em que ela atua e estude que posicionamento neste mercado ela poderá ter no futuro.

Então escute sua intuição.

A “Napsterização” do Sistema Financeiro Nacional

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Quem tem seus trinta e poucos anos deve se lembrar que, no ano 2000, popularizou-se no Brasil e no mundo um programa de troca de músicas no formato MP3 chamado Napster. A galera mais nova talvez não saiba, mas para ouvir música antes do Napster era preciso comprar um disco caro (CD ou Vinil), com apenas uma ou duas faixas que te interessavam, dentro de quatorze. Este formato de venda de músicas fez a fortuna das grandes gravadoras por décadas. O mercado fonográfico era um dos mais poderosos do mundo.

O Napster fez ruir esse poder. A troca de músicas em MP3 pelas pessoas através da internet começou a ser muito malvista pelos poderosos das gravadoras. Então lançavam campanhas dizendo que pessoas comuns que baixavam MP3 eram coniventes com o crime, além de gerar toneladas de processos contra o pobre Napster. Nada disso adiantou. Tudo bem que as gravadoras conseguiram fechar o Napster na justiça, mas a demanda latente por consumo barato, personalizado e digital de música ganhou popularidade. Logo surgiram diversos programas similares e melhores que o Napster e, na esteira dessa novidade, os tocadores de MP3 (entre eles, o iPod). Resultado: as gravadoras, todas, sem exceção, perderam seu faturamento milionário. E, a partir de então, as poucas que sobraram passaram a viver à míngua. É bem verdade que os artistas foram de certa forma afetados. Porém, estes logo reajustaram seus cachês e continuaram a enriquecer suprindo a demanda por entretenimento ao vivo. Foi por isso é que a militância entre os artistas contra os MP3 não foi tão forte. Ao contrário: quanto mais pessoas ouvissem suas músicas, mais cheios ficavam os shows.

Outro caso similar recente aconteceu entre Uber x Táxi. A forte demanda por um serviço mais barato, mais justo e qualificado de transporte individual acabou por diminuir o faturamento em mais de 50% de taxistas estúpidos e arrogantes, que muitas vezes recusavam corridas, não tinham troco e colocavam o preço que queriam.

No sistema financeiro também está ocorrendo algo parecido. Está em pleno curso a “napsterização” e a “uberização” do sistema financeiro nacional. As chamadas “Fintechs,” os aplicativos financeiros, estão ganhando popularidade. Há aí uma clara demanda da nova geração em usar serviços bancários através do Smartphone, Internet Banking e outros canais de autoatendimento.

Só que os bancos estão sendo mais inteligentes que as gravadoras e os taxistas. Em vez de tentarem barrar na marra o avanço tecnológico, eles apropriaram-se desta nova forma de se fazer negócios para reduzir seus custos e aumentar seus lucros. Assim continuam faturando bilhões até hoje. Quem está sofrendo com as fintechs não são os banqueiros, são os bancários.

Nada menos do que 20.000 postos de trabalho em banco foram fechados em 2016. É uma tendência irreversível. Pois a nova geração não gosta de ir a banco. Basta ver quem é o publico que mais comparece às agências: acima de 40 anos e avessos à tecnologia. Os mais jovens querem resolver tudo através de aplicativos, caixas eletrônicos ou pelo internet banking.

Não me parece que tudo o que for atendimento presencial vai sumir. Mas está claro que eles vão ficar restritos a um público cada vez mais qualificado, aqueles 5% mais ricos do país.

Meu conselho a você que é bancário: comece urgentemente alguma faculdade ou pós-graduação em Tecnologia da Informação. Ou algum curso de renome nesta área. Com a sua vivência bancária aliada à crescente demanda por profissionais que cuidem do atendimento digital, você continuará a ter emprego no banco em que trabalha. E com grandes chances de ascensão.

O quê? Você é daqueles que não gostam nem de ouvir em falar em códigos ou programação? Então esteja entre os melhores profissionais de vendas em sua instituição financeira. Pode ser que você tenha alguma chance no longo prazo.

Futuro com cafeterias bancárias é uma ilusão

No final de março passado, visitei a cafeteria que um grande banco abriu no coração do centro do Rio de Janeiro. É de fato é um lugar muito bacana, é uma espécie de Starbucks bancária. Porém com um viés mais selecionado, elitizado.

Nada contra selecionar público e atender , mas achar que esse conceito vai segurar o fechamento das agências bancárias é ser muito inocente.

Hoje vemos agências de diferentes bancos coladas uma na outra. E sabemos que não há tanta demanda para café assim. Então SIM, as agências bancárias vão continuar fechando. Chuto que, em 10 anos, apenas metade ainda estarão de pé, e bastante modificadas.